Principais jogadores do título da Universidade de Villanova na temporada universitária 2017-2018, Jalen Brunson (Mavericks), Mikal Bridges (Suns), Donte DiVincenzo (Bucks), Omari Spellman (Warriors) e Eric Paschall (Warriors) têm construído – cada um à sua maneira – suas carreiras na NBA, cenário extremamente raro e que mostra o quão especial era a equipe comandada pelo treinador Jay Wright naquela ‘season’.

Questão curiosa é que o ala-pivô Eric Paschall, atleta de papel mais reduzido e, por conseguinte, de menor destaque naquela conquista, tem sido aquele que tem encontrado sucesso mais instantâneo na NBA.

O jogador foi o único entre os nomes citados a permanecer em Villanova após a conquista – a despeito de ser mais velho do que Spellman e DiVincenzo, e carregava dúvidas sobre a possibilidade de um dia se tornar um profissional na principal liga de basquete do planeta.

Paschall precisou de um ano extra na NCAA, dessa vez como ponto focal no sistema de Wright, para conquistar o direito de ser selecionado na 41ª posição do draft de 2019 pelo Golden State – por quem tem explodido com sua rara combinação de enorme força física (116kg), boa mobilidade e conforto para colocar a bola no chão, acumulando médias impressionantes de 17.3 PTS, 5.4 RBTS e 51% FG – além de ir à linha do lance-livre com grande frequência (4.8 tentativas por partida) – em suas 21 partidas na NBA, caminhando a passos largos para compor o primeiro time dos novatos de 2019-2020.

Único daquele elenco a ser selecionado na loteria do draft da NBA, na 10ª posição em 2018, Mikal Bridges ainda não tem cumprido as ‘altas expectativas’ depositadas nele após o título nacional. Apesar disso, se consolidou como um sólido backup em sua equipe – com média de 20.3 minutos por partida na atual temporada e tradução de sua vocação disruptiva, ancorada na envergadura de 2,15m, com 1.5 roubo de bola por jogo na atual temporada.

Estrela da decisão universitária de 17-18 com uma performance de 31 PTS, 5 RBTS, 66.7% FG e 62.5% 3-PT, Donte DiVincenzo é outro que se estabelece como peça confiável em sua equipe. Aos 22 anos, o ala-armador assumiu a titularidade por 10 jogos na ausência do allstar Khris Middleton e deu conta do recado com desempenho defensivo disruptivo (1.6 roubo por partida e 2.8 desvios por jogo – liderando sua equipe no quesito) e competitividade constante na tábua de rebotes (5.3).

Jorgador universitário do ano em 17-18 e cestinha daquela equipe de Villanova com média de 18.9 pontos por partida, Brunson tem perdido espaço no ascendente Mavericks – atuando por apenas 13 minutos nos últimos 10 jogos, mas já conquistou a confiança do treinador Rick Carslile por seu estilo de jogo sólido e de poucos erros (2.5 assistência para cada turnover na soma de seus dois anos na NBA).

O mais jovem do grupo – escolhido na primeira rodada do draft de 2018, Omari Spellman é o menos estabelecido do elenco campeão de Villanova.

Único freshman daquele time de Jay Wright, o pivô tem tido minutos e repetições importantes na atual temporada de um desmantelado Warriors, mas está longe de convencer torcedores e analistas quanto à sua capacidade de defender o pick and roll e trocar – eventualmente – em jogadores mais ágeis no perímetro (oponentes converteram 46.3% de suas tentativas de 3-PT quando marcados por Spellman na atual temporada).