1) Kendrick Nunn (Heat) – 22.3 PTS / 3.3 ASTS e 2 Turnovers) / 2 Roubos / 51.9% FG / 42.1% 3-PT com 6.3 tentativas por jogo

Pontuador puro, Nunn foi a válvula de escape e principal cestinha do Miami Heat em uma semana na qual a equipe não pôde contar sua principal estrela – o ala Jimmy Butler.
Com ótimo controle de bola e a boa combinação de agilidade e explosão atlética, o novato de 24 anos esteve muito bem invadindo o garrafão adversário a partir do drible (42.3% de seus arremessos vieram a 3 metros ou menos da cesta), onde finalizou com floaters de excelente toque com sua mão esquerda.
Sua habilidade como slasher fez com que seus adversários adotassem uma defesa mais conservadora e distante, com oponentes optando constantemente por ir ‘para baixo’ de screens em situações de pick and roll, cenário que lhe abriu oportunidades de conectar pullups de média e longa distância com pouca contestação – situação que explorou com moderação (apenas 28.8% de seus arremessos vieram em pullups) e muita eficiência (53.3% de aproveitamento).
Início promissor e, mais do que isso, fundamental para o estabelecimento de um jogador que não havia sido sequer selecionado no draft de 2018 e havia passado toda a temporada 2018-2019 na Liga de Desenvolvimento.

2) RJ Barrett (Knicks) 21 PTS / 5 RBTS / 2.7 AST e 4.3 TO / 2.7 Roubos / 51% FG / 53.8% 3-PT com 4.3 tentativas / 4.7 tentativas de lance-livre por jogo e 42.9% de aproveitamento

O fato do Knicks ter saído derrotado em todoso os seus três primeiros jogos pouco tem relação com as atuações de Barrett.
A terceira escolha do draft de 2019 foi o principal destaque de sua equipe nos dois lados da quadra, mantendo tremenda eficiência no âmbito dos arremessos e uma intensidade altíssima nos dois lados da quadra.
Essa ‘agressividade controlada’ lhe permitiu ler a defesa adversária para apresentar uma melhor seleção de arremessos do que a demonstrada na última Liga de Verão. Embora tenha concentrado suas tentativas naquilo que tem de melhor, sua habilidade de atacar o aro e absorver contato (59.2% de suas tentativas vieram a 3 metros da cesta – o que, de quebra, lhe rendeu a importante média de 4.7 lances-livres por jogo), Barrett não hesitou em explorar as oportunidades de catch and shoot contra closeouts pouco agressivos, postura que foi recompensada com um surpreendente aproveitamento de 54.5% das bolas de 3-PT advindas dessas situações.
Nem tudo, claro, foram ‘flores’ na primeira semana de Barrett na NBA. Sua enorme competitividade foi, por vezes, confundida com momentos de ‘afobação’ – que resultaram em turnovers a partir de passes errados e faltas de ataque.
Além disso, Barrett teve uma performance estranhíssima em termos de aproveitamento na linha do lance-livre – convertendo apenas 42.9% de suas tentativas.

3) Coby White (Bulls) 16.7 PTS / 5 RBTS/  3.3 AST e 1.3 Turnovers / 44.2% FG

Único do ‘pódio’ da semana a sair do banco de reservas, White conquistou o posto com atuações decisivas contra Charlotte Hornets e Memphis Grizzlies – este segundo vencendo, por muito, o matchup individual com o também novato Ja Morant.
Como um legítimo sexto homem, o ex-jogador da Universidade de North Carolina trouxe energia e pontuação instantânea para sua equipe – usando uma combinação de velocidade e criatividade com a bola nas mãos de tirar o fôlego para atacar o aro na transição e em situações de ‘screen and roll’ – além de ótimo pacote de finalização na área pintada (63.2% de aproveitamento a 3 metros ou menos da cesta), bem como excelente paciência e concentração para conectar arremessos longos em situações de catch and shoot (converteu 50% de suas bolas de 3-PT nessas situações).
A velocidade e ousadia de White foi ainda acompanhada de um surpreendente cuidado com a bola (2.53 assistências para cada turnover cometido) – elemento que não pôde ser observado durante suas atuações na última liga de verão.