1 – Ja Morant (Grizzlies) 19.1 PTS / 6.6 ASTS e 3.5 TO / 1.4 Roubo / 46.5% FG / 5.1 lances-livres por jogo

Depois de iniciar o ano com muitos problemas para cuidar da bola (5.8 ASTS e 4 TO nos 10 primeiros jogos), Morant parece ter se habituado à velocidade do jogo da NBA e executando o famoso princípio do basquete norte-americano ‘seja rápido, mas não se apresse’ (7.8 ASTS e 2.7 TO nos 6 jogos seguintes).
Estar ‘mais sob controle’, no entanto, nem de longe significou que o armador perdeu sua agressividade para usar sua tremenda combinação de um atleticismo fora dos gráficos e muita qualidade e criatividade em seu controle de bola na hora de atacar o aro – sobretudo em situações de transição e pick and roll
A segunda escolha do draft de 2019 segue sendo o novato com maior número de finalizações na área restrita (média de 8.3) – tentando mais da metade de seus arremessos nesse lugar da quadra.
Apesar de estar em meio a uma sequência de 5 derrotas consecutivas, Morant tem seguido uma linha de evolução inquestionável – jogando seu melhor basquete a essa altura da temporada e dando indícios fortes de que o melhor ainda está por vir.

2 – Kendrick Nunn (Heat) 16.5 PTS / 3.3 ASTS e 2.2 TO / 1.3 Roubo / 47.8% FG / 40.4% 3-PT com média de 5.8 tentativas

Titular de uma das melhores equipes da Conferência Leste, o combo guard segue usando seu atleticismo como slasher e a excelente tomada de decisões e toque na bola para punir defensores que o oferecem a bola de 3-PT a fim de evitar suas infiltrações.
Segundo colocado de sua equipe na coluna de pontos por jogo (atrás apenas de Jimmy Butler, que marca 18.9 por partida), no entanto, Nunn começa a desenhar uma tendência preocupante de ser menos eficiente contra as melhores equipes da liga.
Se somarmos seus arremessos contra Denver, Rockets (duas vezes), Lakers e Philadelphia- por exemplo, o combo guard converteu apenas 16 de suas 56 tentativas de arremesso de quadra.
Curiosamente, essas foram as partidas em que o Heat teve menos pontos em contra-ataques na temporada.

3 – Tyler Herro (Heat) 14.8 PTS / 4.2 RBTS / 44.4% FG / 37.9% 3-PT com média de 5.4 tentativas

Com uma mecânica ‘de livro didático’ e tremendo trabalho de pernas para se equilibrar rapidamente na saída de screens e em cenários de transição, Herro já se consolidou como um ‘sniper’ na liga.
Embora tenha muito o que evoluir em termos de força física e controle de bola (apenas 36.6% de aproveitamento em seus pullups no geral e 17.9% nos 3-PT), sua grande atuação em cenários de catch and shoot (51.4% no geral e 47.5%) nos 3-PT tem sido mais do que suficiente para fazer dele um jogador produtivo em uma equipe competitiva como o Heat.

4 – Eric Paschall (Warriors) 17 PTS / 5.4 RBTS / 50.4% FG

Embora sua equipe vá de mal a pior, seria injusto tirarmos de Paschall o mérito de trazer energia, fisicalidade e um surpreendente nível de skill em todos os jogos em que pisa na quadra.
Com um volume considerável (5.3 tentativas por jogo), o novato tem se colocado em um grupo de elite como finalizador na área restrita (68.8% de aproveitamento) ao exibir muito conforto para colocar a bola no chão e se utilizar da habilidade de se manter equilibrado após criar e/ou absorver contato com seu corpanzil de 116kg para fazer cestas ou ganhar o direito de ir à linha do lance-livre (4.4 por jogo, com ótimo aproveitamento de 81%).
Seu próximo passo é traduzir esse gosto pelo contato físico em sua atuação na tábua – onde pega média de apenas 1.3 rebotes contestados (os que exigem disputa real pela bola) por partida. Número baixíssimo para alguém tão privilegiado com uma combinação de força e agilidade como ele.

 

 

5 – RJ Barrett (Knicks) 15.2 PTS / 5.6 RBTS / 3.6 ASTS e 2.8 TO / 1.5 Roubo / 40.4% FG / 5.2 lances-livres por jogo

Depois de um início quente na linha dos 3-PT (36.7% de aprov. nos primeiros oito jogos), Barrett voltou a exibir as dificuldades exibidas nos tempos de Duke (29.6% desde então) – mostrando que tem um longo caminho a percorrer antes de se tornar um cestinha ‘prolífico’ na NBA.
A seu favor, no entanto, conta o fato de que o canadense não tem deixado que suas limitações afetem sua agressividade e competitividade como jogador, usando seu atleticismo e o ‘corpo abençoado’ para o basquete para seguir impactando positivamente o jogo em áreas que não lhe exigem um grande refinamento técnico.
Barrett segue em segundo na coluna dos novatos com o maior número de tentativas na área restrita (6.8) e lidera a classe no âmbito dos lances-livres por jogo (5.2) – além de fazer ótimo trabalho na tábua de rebotes, ficando atrás apenas de Brandon Clarke no quesito com 5.6, contra 6.3 do ex-jogador de Gonzaga.