1) De’Andre Hunter (Hawks) 23.7 PTS / 4.7 RBTS / 54.3% FG / 55.6% 3-PT com 6 tentativas por jogo / médiade de tentativas de 4 lances livres

Seja em qualquer esporte, a maior parte dos grandes jogadores passam por períodos de inconsistência – alguns maiores, outros menores – antes de ‘virar a esquina’ e finalmente compreender o que é preciso fazer para produzir a um certo nível de constância em todas as partidas.

A última semana de Hunter deu indícios de que esse momento chegou para o ala-pivô, que passou a deixar de ‘refugar’ em oportunidades de arremessar sem contestação na linha dos 3-PT ou atacar o aro em linha reta utilizando seu ótimo primeiro passo e a força física para finalizar no garrafão.

Eficiência à parte (pois esse é um item no qual os jovens tendem a viver uma verdadeira montanha-russa de altos e baixos), para Hunter o indicativo de ‘amadurecimento’ é a quantidade de arremessos por jogo.

Sem John Collins, suspenso por conta de uso de substância proibída, e Hunter, lesionado, era imperativo que o MVP das últimas finais universitárias assumisse um papel de ‘apoio ofensivo’ a Trae Young – algo que sua média de 15.3 arremessos na última semana indica que ele compreendeu essa necessidade.

 

2) Ja Morant (Grizzlies) 23 PTS / 6 ASTS e 4 TO / 47.2% FG / 40% 3-PT com 3.5 tentativas / 6 idas à linha do lance-livre por partida

Atuando por apenas duas vezes na semana, o armador foi do céu ao inferno ao ultrapassar a humilhação em um blowout sofrido contra um desfalcadíssimo Warriors em plena cidade de Memphis com uma tremenda performance contra ao fazer duelo extremamente competitivo contra o Los Angeles Lakers, equipe de melhor campanha na atual temporada, em jogo que terminou com a vitória dos adversários por apenas 1 ponto de diferença.

Individualmente, Morant brilhou contra Lebron e Companhia ao exibir seus instintos e atleticismo para ser disruptivo nas linhas de passe (5 roubos) e iniciar instantaneamente a transição ofensiva – elemento crucial para que o Grizzlies fosse produtivo no ataque em uma partida na qual atuava contra a melhor defesa da NBA.

A segunda escolha do draft de 2019 exibiu ainda sua personalidade e espírito competitivo ao atacar o aro constantemente (foi à linha do lance-livre em 6 oportunidades) – independente das presenças de JaVale McGee, Dwight Howard e, sobretudo, Anthony Davis.

 

3) Coby White (Bulls) 16.3 PTS / 3 RBTS / 47.1% FG / 57.1% 3-PT com 5.3 tentativas

Cada vez mais consistente na bola longa – muito por conta do fato de ter eliminado as tentativas mais ‘irresponsáveis’ em situações de pullup e focado primordialmente nas situações de catch and shoot, White foi o ‘poder de fogo’ que o Bulls precisava vindo de seu banco de reservas durante toda a semana.

O novato converteu média de 3.3 bolas de 3-PT por jogo e matou incríveis 83.3% de suas oportunidades em catch and shoots.

Consolidado como ‘sniper’, seu próximo passo é se tornar uma ameaça mais consistente na hora de finalizar próximo ao aro. Nos quatro jogos dessa última semana, White converteu apenas 15.4% de uma média de 4.3 tentativas por partida em cenários em que estava a 3 metros ou menos da cesta.