Para ser uma superestrela na NBA é preciso muito mais do que um basquete eficiente. É necessário ter um carisma singular e – em geral – um gosto pelos momentos de maior pressão.

E, logo em sua primeira temporada na liga, Luka Doncic (Mavericks) teve tudo isso – com a combinação de uma popularidade fora do comum expressa no fato de ter alcançado a terceira colocação geral dos votos populares para o Jogo das Estrelas e, claro, MUITO basquete.

O ala liderou o Mavericks com sua habilidade de impactar o jogo de múltiplas maneiras, nas quais se destacaram:
a capacidade de criar o próprio arremesso – tanto no perímetro, com seus ‘step backs assinados’, quanto no garrafão – usando floaters e seu gosto pelo contato físico para criar espaço e/ou cavar faltas, pacote que lhe rendeu o posto de cestinha dos novatos na temporada com média de 21.2 pontos;

a genialidade para criar para seus companheiros a partir das leituras em situações de Pick and Roll, criando enterradas fáceis para seus pivôs e arremessos livres de três pontos para os jogadores do perímetro. Tamanho domínio do PnR lhe propiciou ocupar a segunda colocação entre os novatos nas assistências, com média de 6;

além de um surpreendente impacto na tábua defensiva de rebotes, com força física e fundamentos impressionantes na técnica do box out – principal razão de sua média de 7.8 rebotes.

A característica multifacetada de seu jogo lhe permitiu acumular 8 triplos-duplos, terceira maior marca de um novato na história da NBA – ficando atrás apenas de Oscar Robertson, com 26, e Ben Simmons, com 12.

Seu domínio sobre o restante de sua classe foi tamanho, que logo após o mês de novembro já não havia dúvidas sobre quem seria o Calouro do Ano ao fim da temporada.

Trae Young, e seu crescimento após a parada para o fim de semana das estrelas, até ameaçou ressuscitar a disputa, mas – sejamos francos – jamais chegou a abrir uma discussão real.