Tratado por nomes como Steve Nash como ‘um revolucionário da história do basquete’, o armador Stephen Curry – de pouca badalação durante os tempos de colegial a despeito de ser filho do ex-jogador Dell Curry – saltou à cena mundial do esporte ao elevar à décima potência a habilidade de impactar o jogo a partir da linha dos 3-PT durante sua passagem pela NCAA.

Logo em sua primeira temporada pela modesta Universidade de Davidson, em 06-07, Curry passou a desafiar o consenso geral sobre ‘o que era um bom arremesso’ ao disparar a média de 8.8 bolas de 3 por partida – número extremamente usual em uma época em que havia, por exemplo, um único atleta da NBA ultrapassando a marca dos 8 chutes longos por jogo (Ray Allen teve média de 8.4 em 05-06 e 8.1 em 06-07).

Mais impressionante do que seu volume, porém, era a combinação da pluralidade de formas com que tirava seu arremesso com a eficiência que mantinha.
Curry já chegou ao seu ano de ‘freshman’, no qual converteu 40.8% de suas bolas de 3-PT, com uma transição extremamente veloz do drible para o chute, bem como uma habilidade singular para subir para o chute logo que a bola tocava suas mãos nos mais variados cenários de catch and shoot – inclusive correndo em torno de bloqueios.

Depois da tremenda temporada de estreia – na qual atingiu a média de 21.5% (46.3% FG), a superestrela levaria seu jogo a um nível ainda mais impressionante em seu segundo ano ao quebrar a impensável barreira dos 10 arremessos de 3-PT por jogo em 07-08 (10.3) e, mais do que isso, fazê-lo ao mesmo tempo em que convertia 43.9% de suas tentativas.

Para além dos números individuais, Curry passou a provar, como sophmore, que seu estilo de jogo singular poderia se traduzir em resultados coletivos ao carregar Davidson à classificação para o ‘Elite 8’ (quartas de final) – estágio que a universidade não atingia desde a temporada 68-69.

Naquele mesmo ano, o armador – que acumulou média de 25.9 pontos na temporada regular e 32 no March Madness (44.2% 3-PT com média de 13 tentativas!) mostrou ainda seu o ‘potencial de estrela’ de seu jogo ao atrair ninguém menos que Lebron James para a arquibancada durante a fase ‘sweet 16’ (oitavas de final), na qual ajudou sua equipe a bater Wisconsin com uma performance de 33 pontos, 4 assistências e 4 roubos de bola.

Mesmo embalado pela ‘hype’ criada em torno de suas atuações em 07-08, Curry decidiu retornar para um terceiro ano na NCAA e – embora não tenha repetido o sucesso coletivo ao ficar fora do March Madness, o armador conquistou um posto no ‘Primeiro Time All-America’ pela primeira vez em sua carreira universitária com médias de 28.6 PTS, 2.5 Roubos, 45.4% FG, 38.7% dos 3-PT com média de 9.9 tentativas por partida – além de um elemento que ainda não havia demonstrando com consistência: a habilidade de atuar como um armador principal, acumulando média de 5.6 assistências na temporada (havia tido média de 2.8 no acumulado de seus dois primeiros anos).