Antes de se sagrar campeão da NBA como novato com uma histórica performance na qual atuou como pivô – substituindo o lesionado Kareem Abdul-Jabbar – e anotou de 42 PTS, 15 RBTS e 7 ASTS no sexto e decisivo jogo da final da temporada 79-80, Earvin ‘Magic’ Johnson já havia demonstrado sua capacidade de ‘encontrar formas alternativas’ para vencer durante a campanha que culminou na primeira conquista nacional da Universidade de Michigan State.

Depois de ser derrotado pela Univ. de Kentucky de forma decepcionante na terceira rodada do ‘March Madness’ como freshman – em 77-78 – com uma das performances menos eficientes de qualquer level de sua carreira (6 PTS, 2-10 FG, 2-2 nos lances livres, 5 ASTS e 6 TO), Johnson voltou para seu segundo ano na NCAA com a missão de mostrar que poderia traduzir toda a plasticidade de seu jogo em vitórias no âmbito coletivo.

Para tanto, o maior armador da história do basquete acrescentou uma dose fundamental de fisicalidade em seu jogo – fazendo questão que, dali por diante, ‘dias ruins’ arremessando a bola não o impedissem de produzir seu usual impacto nas partidas.

Talvez o maior exemplo dessa ‘mudança de abordagem’, tenha sido dado na segunda rodada do torneio nacional da NCAA de 78-79 quando, a despeito de ter convertido apenas 5 de suas 16 tentativas de arremesso de quadra, Magic terminou o jogo com 24 pontos na vitória contra LSU – sendo 14 deles conquistados a partir da utilização de sua vantagem física (2,06m de altura e 100kg) sobre outros armadores para ir à linha do lance-livre (14-15 na partida).

Dessa segunda rodada até a final do torneio, Johnson se manteve agressivo e disposto a abraçar a fisicalidade do jogo – acumulando média de 11.3 lances livres durante esses 4 jogos.

Depois de passar pelas universidades de Notre Dame e Pennsylvania nas rodadas subsequentes à vitória sobre LSU, o armador teve seu primeiro embate decisivo contra Larry Bird – marcando o início da rivalidade que dominaria a década de 80 da NBA.

Principal estrela da Universidade de Indiana, Bird estava na última de suas três temporadas de intenso brilho individual (média de 30.3 PTS, 13.3 RBTS, 5.5 ASTS e 2.5 roubos no acumulado dos três anos) – mas que, tal como no caso de Johnson, ainda não haviam sido coroadas com o título nacional da NCAA.

Em jogo nervoso, Magic – mais uma vez – mostrou sua capacidade de ‘encontrar um jeito’, compensando com a pontuação (24 no jogo) e muita intensidade defensiva suas dificuldades para cuidar da bola no jogo decisivo (6 TO e 5 ASTS), depois de acumular 11.3 ASTS e 4 TO até ali, para ajudar sua equipe a bater o adversário pelo placar de 75 a 64.

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