O grupo de calouros da temporada 2019-2020 da NBA trouxe surpresas que não apenas transcenderam seus status pré-draft, mas se tornaram peças importantes das rotações atuais e dos planos futuros de suas franquias.

Elegemos e analisamos o Top 3 dos calouros que mais excederam suas expectativas ao longo do ano:


Kendrick Nunn (Heat) –  principal surpresa da classe, o combo guard – que depois de sair não-draftado da seleção de 2018 e passar toda a temp. 18-19 na G-League – utilizou a Liga de Verão para convencer o staff de sua equipe que estava pronto para contribuir na NBA.

Dono de excelente capacidade atlética desde os tempos de college – com destaque para um primeiro passo que o permite bater seus defensores com facilidade em situações de closeout, o novato de 24 anos viu a quadra abrir para suas infiltrações ao demonstrar crescimento como arremessador na linha dos 3-PT, elemento que o permitiu se tornar aquilo que chamam de ‘pontuador de três níveis’.

De sua média de 6.1 arremessos convertidos por jogo: 3.9 se concentraram no garrafão (53.8% de aprov.); 2.1 na linha dos 3-PT (36.2% de aprov.); e 1.3 na meia distância (47.6% de aprov.).

Tamanha versatilidade para colocar a bola na cesta o permitiu ocupar o posto de 4º principal pontuador do Heat até aqui e deve, por si só, mantê-lo por longos anos na liga – seja como titular ou como um sexto homem cuja missão é trazer pontuação instantânea do banco de reservas.

 

Eric Paschall (Warriors) – a temp. miserável do Golden State teve na performance do ala-pivô seu ponto mais alto.

Campeão universitário pela Univ. de Villanova, Paschall não demorou para estabelecer a fisicalidade característica do programa e com uma combinação explosiva de agilidade e muita força física em seus 116kg, se estabeleceu como um pesadelo para os adversários em situações de infiltração (68% de aprov. em uma média de 4.1 tent. na área restrita).

Capaz de usar seu forte primeiro passo para bater alas-pivôs tradicionais e toda sua fisicalidade para praticar um verdadeiro ‘bully ball’ contra jogadores menores, o novato foi um mismatch constante no lado ofensivo da quadra.

Seu crescimento fora da bola como cutter e como arremessador em cenários de catch and shoot (apenas 30.4% de aprov. nos 3-PT nessas situações) ditará seu encaixe ao lado de Curry e companhia a partir de 20-21.

Independente disso, porém, mostrou o suficiente para ser visto como um membro da rotação de um Warriors competitivo daqui para a frente.

 

Terence Davis (Raptors) – um dos melhores defensores da classe até aqui, o novato mostrou muita inteligência coletiva para se encaixar como ‘uma luva’ no sistema do Raptors – o que provavelmente o excelente staff da equipe de Toronto já esperava quando assinou com o não-draftado para a atual temp.

Davis, no entanto, foi além.

Surpreendeu a todos com um crescimento exponencial como arremessador – sua área de principal dificuldade nos tempos de college, matando cintilantes 42.3% de uma média de 2.7 tentativas longas em situações de catch and shoot.

Depois de apenas 64 jogos na NBA, o combo guard não é nem sequer visto como um prospecto e já deve ter responsabilidades de veterano na rotação dos atuais campeões nos playoffs de 2019-2020.