Diversos novatos da classe de 2020 tiveram um impacto imediato na rotação de suas equipes já durante dezembro – primeiro mês da temporada.

Exemplo disso, é o fato de seis deles terem tido médias de dois dígitos na coluna de pontuação: Anthony Edwards, do Timberwolves (15); James Wiseman, do Warriors (12.5); Patrick Williams, do Bulls, e Tyrese Haliburton, do Kings (10.6); LaMelo Ball, do Hornets (10.3); e Cole Anthony, do Magic (10).

Além deles, jogadores menos badalados como Payton Pritchard (Celtics) e Desmond Bane (Grizzlies) tiveram minutos consistentes nas rotações de suas equipes (ambos passaram dos 20 min. por jogo) e confirmaram a expectativa de já terem chegado ‘mais prontos’ à liga depois de 4 anos completos no basquete universitário.

Dentro desse contexto de múltiplos destaques, elegemos os três principais calouros do último mês:

1) James Wiseman (Warriors)

Estatísticas: 12.5 PTS / 5.8 RBTS / 1.5 Toco / 43.9% FG / 62.5% 3-PT com média de 2 tentativas
Campanha da equipe: 2 V e 2 D

Comentário: Com 2.3 tocos e 8.8 rebotes por 36 minutos, Wiseman deu indícios sólidos de que irá confirmar a projeção de ‘âncora defensiva’ atribuída a ele durante o período pré-draft.

O pivô, no entanto, fez mais ao – logo em seus primeiros passos na NBA – exibir a combinação de fluidez atlética, mobilidade e coordenação motora incomuns para um atleta de 2,13m, características que estiveram em evidência em seu conforto para colocar a bola no chão e liderar contra-ataques no costa-a-costa. O bom toque nos arremessos de média e longa distância colocaram ainda uma ‘cereja no bolo’ de seu primeiro mês como profissional.

2) Tyrese Haliburton (Kings)

Estatísticas: 10.6 PTS / 4.4 ASTS e 0.8 TO / 1 Roubo / 52.9% FG / 50% 3-PT com média de 4 tent.
Campanha da equipe: 3 V e 2 D

Comentário: A reputação de ‘jogador de poucos erros’ se confirmou logo de cara e lhe rendeu o papel de ‘estabilizador do Kings’ nos últimos quartos – período no qual liderou sua equipe em minutagem com 10.1 por jogo.

Além da solidez da tomada de decisões, Haliburton exibiu sua versatilidade para atuar na bola e fora dela. No primeiro cenário, foi eficiente em PnR’s e estabeleceu química imediata com o pivô Richaun Holmes, a quem entregou ‘pocket passes’ com muita precisão em áreas congestionadas. No segundo, foi um alvo para lá de confiável em spot ups – espaçando a quadra para que De’Aaron Fox pudesse operar ‘ladeira abaixo’.

3) Anthony Edwards (Timberwolves)

Estatísticas: 15 PTS / 2.3 RBTS / 41.8% FG / 33.3% 3-PT com média de 6 tent.

Campanha da equipe: 2 V e 2 D

Comentário: Mais importante do que olhar para seu aproveitamento inconsistente nos arremessos de quadra foi observar a facilidade com que Edwards os criou.
Atuando em seu próprio ritmo, com muito equilíbrio em seu trabalho de pés e a capacidade de criar contato para desequilibrar ‘homens formados’ como Royce O’Neale (Jazz) para chegar os lugares que quis em quadra (só 0.5 turnover por jogo).