Veja como Patrick Beverley (Clippers), selecionado para o primeiro time de defesa da NBA em 2017, se encaixa em nossa ‘Formula do Steal’.

O armador foi a 42ª escolha do draft de 2009 pelo Los Angeles Lakers e trocado para o Miami Heat na noite do draft.

1 – Múltiplos anos de basquete universitário ou em ligas europeias

Atuou por duas temporadas na Universidade de Arkansas, onde já se destacava por ser uma força disruptiva no lado defensivo da quadra (1.5 roubo por jogo na carreira na NCAA) e um reboteiro muito acima da média para um armador franzino de 1,85m de altura – acumulando a média de 6.6 rebotes por jogo em seu segundo e último ano no programa.

Jogando mais fora da bola do que com ela nas mãos, Beverley exibiu – além da defesa – ainda a outra ‘perna’ do papel de 3 and D que exerceria mais tarde ao conectar média de 38.2% de 5.2 tentativas por jogo durante seu período no basquete universitário.

2 – Medidas físicas medianas para a posição

Se contássemos apenas eus 1,85m de altura, Beverley poderia ser considerado ‘abaixo da média da posição’ em termos de medidas. Sua envergadura de 2,01m – no entanto – o permite jogar ‘acima de sua altura’, tornando-o adequado para a NBA contemporânea.

3 – Jogo mais baseado nas habilidades e na inteligência do que na capacidade atlética
Não se encaixa no quesito. Em análise publicada em maio de 2009, às vésperas do draft, o então analista do site Draft Express – Jonathan Givony, destacou as principais virtudes do armador como sendo seu primeiro passo muito rápido e agressivo, bem como sua ótima envergadura e sólida habilidade atlética.

4 – Atuam em universidades que não possuem tanta ‘hype’
Arkansas não é um programa de tanto destaque quando o assunto é draft da NBA. Nos últimos 20 anos, a universidade teve apenas 3 de seus jogadores selecionados na primeira rodada da liga: Bobby Portis (22º em 2015); Ronnie Brewer (14º em 2006); e Joe Johnson (10º em 2001).

Nota adicional: vale dizer que Beverley não atuou na NBA logo após ser draftado, tendo de ‘chamar a atenção’ dos GM’s da liga atuando por três temporadas no basquete europeu – continente no qual passou por Ucrania, Grécia e Rússia.