Veja como o ala-armador Norman Powell (Raptors), titular importante de sua equipe na atual temporada com médias de 15.7 PTS, 1.2 Roubo, 49.6% FG e 39.2% 3-PT, é exceção à média dos steals da NBA ao se encaixar em apenas um quesito de nossa ‘Fórmula’.

Powell foi selecionado na 46ª posição do draft de 2009 pelo Bucks e trocado imediatamente para o Raptors na noite do draft.

Fator 1 – Múltiplos anos de basquete universitário

Atuou por quatro temporadas na Universidade de UCLA onde passou por um desenvolvimento ‘à moda tradicional’ ao exercer papel limitado em seus dois primeiros anos (titular em apenas 10 dos 68 jogos nas temporadas 11-12 e 12-13) – até conquistar a titularidade a partir de seu ano de ‘júnior’.

Em 14-15, sua última temporada na NCAA, Powell liderou o programa em pontuação com média de 16.4 por jogo e se destacou como o principal defensor de perímetro da equipe (1.8 roubo por partida).

Fator 2 – Medidas físicas medianas para a posição

Apesar dos 1,93m de altura serem abaixo da média de um ala-armador tradicional na NBA, sua envergadura de 2,11m é considerada ‘de elite’ para a posição – por isso consideramos que Powell não se encaixa no quesito.

Fator 3- Jogo mais baseado nas habilidades e na inteligência do que na capacidade atlética

Mais um quesito em que Powell não se encaixa ao passo que em junho de 2015, o então analista do Draft Express – Matt Kamalsky, pontuou seu atleticismo como sendo a parte mais atrativa de seu jogo.

“Ele é um slasher agressivo cujo primeiro passo, força física e disposição para tentar enterradas em áreas congestionadas fizeram dele um matchup impositivo sob o ponto de vista físico nível universitário”, analisou.

Seu arremesso – arma que tem impulsionado seu ‘salto’ no decorrer da atual temporada da NBA foi alvo de críticas na análise de Kamalsky, que citou sua tendência a arremessar a bola na queda de seu ‘jump’ como limitador de sua eficiência.

“Um chutador apenas mediano no nível universitário, sua habilidade de se tornar um arremessador confiável poderá ser a diferença para seu sucesso no próximo nível”, acrescentou.

Fator 4 – Atuam em universidades que não possuem tanta ‘hype’

Também não se encaixa no quesito ao ter atuado em um dos principais programas do basquete universitário.