Nesta edição de a ‘Fórmula do Steal’, analisamos o caso da 48ª escolha do draft de 2007 pelo Los Angeles Lakers – Marc Gasol (Raptors), três vezes selecionado para o jogo das estrelas, defensor do ano em 2013 e campeão da NBA na temporada 2018-2019 pelo Toronto Raptos:

1 – Múltiplos anos de basquete universitário ou em ligas europeias

O jogador estreou no basquete profissional aos 18 anos de idade pela equipe do Barcelona, inicialmente com minutos reduzidos. No ano de 2006, o irmão de Pau Gasol já era um jogador-chave não apenas para sua equipe, mas para a seleção espanhola – campeã mundial naquele ano.

Ainda assim, Marc foi draftado apenas no ano de 2007 cercado de muitas desconfianças quanto à sua adaptabilidade em uma liga mais atlética e mais baseada em defesas individuais.

2 – Medidas físicas medianas para a posição

Possui medidas elite para a liga, não se encaixando nesse quesito. À época, o pivô era listado com 2,16m de altura, 2,24m de envergadura e 122kg – este último alvo de questionamento não tanto pelo número bruto, mas pelo alto percentual de gordura que lhe dava um aspecto ‘rechonchudo’.

3 – Jogo mais baseado nas habilidades e na inteligência do que na capacidade atlética

O analista Luis Fernandéz do site Draft Express descreveu o jogador, no dia 19 de abril de 2007, como um pivô de muita inteligência nos dois lados da quadra e bastante habilidoso para seu tamanho. O jornalista destacou, sobretudo, a capacidade de Gasol como passador e como defensor posicional – enfatizando sua capacidade de ler jogadas antes que elas acontecessem.

No entanto, Fernandéz levantou uma dúvida sobre a adaptabilidade do jogador à melhor liga do mundo: “Na NBA, onde se usa defesas muito mais individuais, sua falta de capacidade atlética é uma preocupação para lá de legítima”.

4 – Atuam em universidades – ou times europeus – que não possuem tanta ‘hype’

Antes da NBA, o pivô atuou por uma das maiores equipes de basquete do planeta fora da NBA. Além disso, teve ótima participação em uma seleção espanhola super vencedora. A questão é que olheiros da NBA ainda subvalorizam performances fora do território estadunidenses.