Não atingir as expectativas iniciais na NBA nem de longe significa um alerta de ‘bust’ ou algo parecido.

Ter um começo ruim em equipes sem uma direção clara do que planeja pro futuro e sem convicção no trabalho de seu departamento de scouting, no entanto, pode significar um caminho mais difícil nos anos subsequentes – com oportunidades escassas e envolvimento contante em rumores de troca.

Infelizmente para Jarrett Culver (Timberwolves) e Cam Johnson (Suns) esse é o cenário em que se encontram ao final de uma temporada um tanto decepcionante – já que nem Minnestota nem Phoenix aparentam estar seguros quanto aos próximos movimentos em seus processos de reconstrução.

Analisamos alguns dos principais pontos que impediram ambos de se afirmarem de imediado na NBA da maneira com que a maior parte dos scouts projetavam por conta da maturidade técnica e física demonstrada na última temporada da NCAA.

Jarrett Culver
Pos no draft de 2019:
Expectativa: Depois de explodir como um dos jogadores ‘two-way’ de maor impacto do basquete universitário em seu segundo ano em Texas Tech, esperava-se que o jogador de 21 anos contribuísse de imediato como um defensor confiável e um playmaker secundário na NBA.

Produção: Culver traduziu imediatamente sua presença na defensa individual – se consolidando como um dos principais marcadores de um Wolves que teve na questão defensiva seu maior problema em 19-20.

No ataque, no entanto, o ala-armador teve dificuldades para se adaptar ao seu papel fora da bola (51.3% de seus arremessos foram antecedidos por no máximo um drible em 19-20) – depois de ter se habituado a ter a nas mãos como go-to-guy de sua equipe em 18-19.

Caso não mostre evolução importante no quesito como sophmore na liga – sobretudo no âmbito do arremesso de 3-PT em situações de catch and shoot (29.3% dos 3-PT nesses cenários em 19-20), Culver deverá ter vida curta no Timberwolves, já que a habilidade de espaçar a quadra e ser produtivo sem demandar muitos toques na bola será crucial para seu encaixe em um sistema que terá em D’angelo Russell e Karl Anthony-Towns seus protagonistas.

Cam Johnson
Pos. no draft de 19: 11º
Expectativa: um raro prospecto de 23 anos de idade a ser selecionado na loteria, Johnson chegou com a expectativa de se encaixar como uma luva como um sniper e um defensor posicional inteligente na equipe do Suns.

Produção: seu arremesso de 3-PT não decepcionou e foi, em cenários de C&S, o melhor entre os novatos na temporada (40.2% de aprov. com 4.5 tent.).

Sua produtividade no lado ofensivo, no entanto, foi contrastada com uma enorme dificuldade para minimamente sobreviver na defesa – área em que exibiu falta de agilidade lateral para se manter em frente de guards no perímetro e a dificuldade de ’empatar’ o nível de fisicalidade de alas-pivôs e alas mais fortes, cedendo linhas de infiltração com facilidade a partir do contato.

Chegou um momento na temporada em que o treinador Monty Williams teve de responder a pergunta: ‘vale a pena manter Johnson em quadra tendo de ‘protegê-lo’ na defesa?’ – como resposta, o treinador utilizou seu novato em apenas 11 dos últimos 23 jogos do Suns na temporada, cenário que deverá se tornar padrão caso Johnson não mostre evolução importante nessa área do jogo.