Apesar de não ter chamado a atenção do grande público, o crescimento de Donte DiVincenzo (Bucks) durante a temporada 2019-2020 – em comparação com sua primeira temporada – foi fundamental para que a franquia de Milwaukee minimizasse as lacunas deixadas pela saída de Malcolm Brogdon.

O sophmore, que em sua temporada da estreia atuou em apenas 27 partidas (média de 15.2 minutos), não apenas atuou em 59 das 65 partidas do Bukcs até aqui – como foi titular em 22 delas e superou jogadores como George Hill e Kyle Korver para ocupar o posto de reserva com maior tempo de quadra e exercer o popular papel de ‘sexto homem’.

Diferente da maioria dos atletas que exercem a função – que cumprem a missão de trazer ‘pontuação instantânea’ do banco de reservas, DiVincenzo tem feito mais, ao entregar uma grande injeção de energia, versatilidade e disrupção defensiva à equipe.

Com média de 7 minutos a menos que a estrela da companhia – Giannis Antetokounmpo, o ex-jogador de Villanova o supera na disputa pelo posto de jogador que mais consegue desvios no lado defensivo da quadra, com 2.3 contra 2.1 do grego.

O curioso é que DiVincenzo não tem lá uma envergadura que indicasse desempenho de tamanho destaque nessa área (1,98m), mas – aos 23 anos, o jovem tem exibido uma excepcional evolução tática sob o comando do treinador Mike Budenholzer e usado seu atleticismo, esse sim, acima da média, para executar com agilidade suas antecipações defensivas.

Acostumado a atuar com a bola nas mãos desde os tempos em que atuara como um ‘Point Guard’ nos tempos de high school, o jovem tem utilizado seu controle de bola para criar para si e os companheiros a partir de suas infiltrações – convertendo 64.1% de uma média de 3 tentativas por jogo na área restrita e distribuindo média de 2.3 assistências por jogo (1.2 TO).

Além de disruptivo na defesa e bom playmaker situacional, o jogador mais valioso da final universitária de 2018 tem cumprido bem o papel de coadjuvante fora da bola – graças ao timing para utilizar seu atleticismo em cortes sem a bola (1.36 ponto por posse nessas situações) e ao sólido desempenho como arremessador em situações de catch and shoot (36.3% de aprov. em 2.8 tent.por jogo).

No retorno da NBA, em Orlando, DiVincenzo poderá até não ‘explodir’ da maneira mais visível – em termos estatísticos. Mas carregará com ele responsabilidades importantes nas ambições do Bucks de ganhar o primeiro título da franquia desde a década de 1970.