Poucos jogadores da NBA mostraram evolução tão marcante em suas trajetórias como o combo guard Donovan Mitchell.

O jovem saltou do posto de backup na Univ. de Louisville durante a temp. 15-16, para sua principal arma ofensiva em 16-17 graças a um salto marcante em sua habilidade como arremessador.

Se, como freshman, apresentava dificuldade no arremesso até mesmo nas situações mais simples de ‘catch and shoot’ (25% dos 3-PT em 15-16 com média de 2.3 tent.), como sophmore não só conectou essas bolas mais simples, como passou a criar seus próprios chutes de todos os lugares da quadra.

Não satisfeito com a evolução que o permitiu chegar à NBA no draft de 2017, Mitchell deu um salto ainda maior para o primeiro ano na NBA – sobretudo no que diz respeito a seu trabalho de pernas e ball handling, combinação que lhe propiciou criar chutes mais eficientes a partir de screens e criando espaço em ISO’s.

Em seu último ano em Louisville, Mitchell converteu questionáveis 40.8% FG. Enquanto – como novato na NBA, seu aprov. subiu para 43.7%. A melhora se torna ainda mais significativa se observarmos que ele teve seu trabalho como cestinha dificultado por ser o único jogador do Jazz capaz de criar o próprio chute a partir do drible – cenário exposto no dado que mostra que, em 17-18, 30.9% de seus arrem. vierem em posses nas quais teve de driblar entre 3 e 6 vezes (em 19.5% driblou + de 7 vezes).

Depois de ter ‘carregado’ Utah na pontuação a caminho dos playoffs do Oeste como novato (único jogador a ultrapassar a marca de 17 PTS, com média de 20.5), Mitchell teve de responder a uma dependência ainda maior de sua equipe em 18-19, temp. em que teve o percentual de posses nas quais teve de driblar 7 ou mais vezes antes do chute subiu para 29.5%. Se provando como um ‘legítimo go-to-guy’, o ‘Spider’ alcançou 23.8 PTS por jogo e manteve seu FG% estável em 43%.

Além disso,passou a ter um impacto maior criando para os companheiros – ultrapassando as 4 ASTS por jogo pela primeira vez entre college e NBA.