Após um mês de temporada regular, Luka Doncic parece começar a se separar do restante da classe de 2018 graças à sua capacidade de pontuar de maneira eficiente mesmo sendo o principal criador de arremessos da sua equipe e – por consequência – concentrando a maior parte da atenção da defesa adversária.

Confira abaixo a análise completa do top 5 da corrida para o prêmio de Calouro do Ano:

 

1) Luka Doncic (Mavericks) 19.1 pts / 6.4 rbts / 4.2 ast / 39.1% 3-PT
Cada vez mais dono do Dallas Mavericks, Doncic não só tem colocado estatísticas impressionantes para um novato de 19 anos, como também tem sido uma das principais razões para o crescimento coletivo de sua equipe na temporada.
Depois de um início ruim, a equipe azul do Texas teve vitórias marcantes contra Thunder e Jazz sob a liderança do esloveno e sua eficiência no âmbito dos arremessos de quadra: com 46.8% de aproveitamento no geral e 39.1% nos três pontos.
Apesar dos pontos positivos, Doncic pode fazer um trabalho melhor no âmbito dos turnovers: já que tem média de 4 desperdícios por jogo para apenas 4.2 assistências.

2) Trae Young (Hawks) 16.7 pts / 8.0 ast / 40% FG / 25.6% 3-PT
Não fosse pelo aproveitamento baixo nos arremessos de quadra, Young certamente estaria liderando a corrida pelo prêmio de calouro do ano.
O jogador tem tido enorme facilidade para criar para si mesmo e para os companheiros, mas sua dificuldade para finalizar próximo ao aro – somada à estranha dificuldade para converter arremessos livres para três pontos – impede que seu impacto seja traduzido no placar das partidas e na tábua das estatísticas.
Quando converte seus arremessos, porém, Young mostrou que é capaz de mudar a história de uma partida como nenhum outro novato da classe. O próximo passo é encontrar consistência.

3) Deandre Ayton (Suns) 16 pts / 10.6 rbt / 2.9 ast / 61.3% FG
O pivô segue sendo extremamente eficiente no lado ofensivo da quadra e uma força quase imparável quando recebe toques na área pintada.
Seu impacto real nas partidas, no entanto, tem sido limitado pela falta de energia com que atua corriqueiramente.
Ayton, na maior parte do tempo, aparenta estar disposto a fazer apenas o seu trabalho – não se importando em dar um pouco mais de esforço para alterar o resultado coletivo da partida.
Tal falta de esforço se reflete em sua baixa atividade no lado defensivo da quadra – sobretudo nas situações em que tem que conter o homem da bola e retornar para o seu matchup inicial no pick and roll. Em geral, Ayton não apenas dá o chute de média distância para o jogador da bola, como também costuma ficar no meio do caminho e não consegue impedir uma ponte aérea para screener adversário.

4) Jaren Jackson Jr. (Grizzlies) 11.6 pts / 1.7 toco / 1.4 roubo de bola / 46.3% FG
O ala-pivô segue sendo disparado o melhor defensor da classe de 2018. Um monstro no lado defensivo, Jackson consegue – por vezes – marcar dois jogadores ao mesmo tempo em situações de pick and roll, contendo tanto o homem da bola, quanto retornando para os eu rapidamente. Algo que apenas jogadores como Draymond Green e Anthony Davis são capazes de fazer na NBA atual.
No ataque, porém, a quarta escolha do draft de 2018 tem tido enormes dificuldades para espaçar a quadra – convertendo apenas 21.4% de suas tentativas de três pontos.
Para amenizar esse problema, sua sabedoria para utilizar ameaças (pump fakes) e para buscar o contato com o adversário antes de finalizar próximo à cesta, tem feito dele um finalizador eficiente próximo à cesta.

5) Wendell Carter Jr. (Bulls) 11.5 pts / 7.7 rbts / 2 tocos
O pivô segue mostrando sua versatilidade nos dois lados da quadra, reforçando às comparações pré-draft com Al Horford.
Nada de especial em nehuma área do jogo, mas consistente em muitas delas, Carter formou uma ótima parceria com Zach Lavine – de quem alivia a pressão ao se colocar como um finalizador de jogadas capaz quando recebe a bola do companheiro em situações de dobra no pick and roll.
Na defesa, Carter necessita mover melhor os pés no perímetro se quiser ser uma opção confiável para finalizar jogos futuramente – pois, apesar de ser já à essa altura um protetor de aro confiável, é um mismatch procurado por rivais em jogadas de ISO fora do garrafão.

Na sequência: Shai Gilgeous Alexander (Clippers), Allonzo Trier (Knicks), Marvin Bagley III (Kings), Collin Sexton (Cavaliers), Omari Spellman (Hawks)