Posição no draft de 2010: 4º

Selecionado por: Minnesota Timberwolves

 

Após duas temporadas atuando por Iowa State, Wesley Johnson transferiu-se para a Universidade de Syracuse – onde passou a realmente chamar a atenção dos scouts da NBA.

Com seus 1,98m de altura, envergadura de 2,16m e muito atleticismo ele era considerado pelos analistas como o ‘protótipo ideal’ de um ala da NBA.

Em janeiro de 2010, o site Draft Express o descreveu como um jogador de excelente versatilidade com ferramentas físicas fenomenais, maduro para carregar seu time no ataque sem cometer muitos erros, capaz de cumprir múltiplas funções no lado defensivo e um terror para os adversários na tábua de rebotes.
Suas estatísticas em Syracuse, aliás, endossavam a análise dos analistas. Em 2009-2010, Wes teve médias de 16.5 pontos, 8.5 rebotes, 1.8 toco e 1.7 roubo.

Apesar dos pontos positivos apontados, a dúvida sobre sua capacidade de arremessar de forma consistente da linha do 3-PT e criar seu próprio arremesso por conta do controle de bola apenas aceitável para sua posição eram preocupações à época.

Após oito temporadas na NBA, Johnson nunca demonstrou ser o ‘canivete suíço’ – capaz de contribuir nas mais variadas facetas do jogo, tal como era apontado nos tempos de Syracuse.

Em primeiro lugar, porque acabou comprovando corretas as preocupações quanto a seu chute de três e capacidade de criar arremesso – ao 33.7% de aproveitamento na linha dos três na carreira e nunca ter terminado uma temporada com 10 ou mais pontos por jogo de média.

Além disso, nunca conseguiu traduzir seu impacto na tábua de rebotes na liga – sobretudo pela falta de instinto na área, fator que se tornou claro pelo fato do jogador não conseguir bons números contra adversários tão atléticos, fortes e longos quanto ele.

Sem conseguir espaçar a quadra, criar para ele ou para os companheiros – Wes se tornou apenas um defensor aceitável, graças à sua envergadura e mobilidade. Fator pelo qual seguiu com minutos de rotação na liga até os 31 anos.

Mesmo com essa longevidade relativa, Johnson entra certamente na categoria dos busts. Afinal, nenhum General Manager gastaria uma quarta seleção no draft em um jogador unidimensional que jogue minutos esporádicos para contribuir defensivamente.