Posição no draft de 2008: 2º

Selecionado por: Miami Heat

 

Com médias de 26.2 PTS, 8.4 RBTS, 56.2% FG e 37.9% dos 3-PT em sua única temporada por Kansas State, Beasley é até um dos melhores jogadores da história recente da NCAA no âmbito das estatísticas.

Mas o motivo para que se criasse tanta expectativa em torno de seu nome era muito maior do que os números puros.

Com uma combinação rara de força e agilidade – somados a atributos técnicos como controle de bola elite para a posição, grande variedade de movimentos para finalizar jogadas no garrafão, ótimo toque nos arremessos de média e longa distância – o jogador era considerado como um protótipo perfeito do ala-pivô do basquete moderno.

À época, Jonathan Givony – do Draft Express, afirmou “ele controla a bola na transição como um armador e possui um pullup com a melhor fluidez possível. Não há dúvidas que estamos diante de um talento especial”. No college, Beasley se destacou ainda pela combinação de instinto e ótimas mãos na tábua de rebotes – sobretudo no ataque.

Suas qualidades dominantes no lado ofensivo, somadas à uma ética de trabalho já questionável desde o ensino médio, contribuiriam para que ele não desenvolvesse seus fundamentos de defesa – área na qual até hoje possui dificuldades para entender ângulos e posicionamento coletivo.

Ainda assim – há muitos jogadores com defesa questionável que se tornam estrelas pelo que fazem no ataque.

Selecionado na 2ª posição do draft de 2008, Beasley chegou em um Heat com aspirações de playoffs e – após um início inconsistente – foi mandado para o banco de reservas pelo técnico Erik Spoelstra ainda no mês de dezembro para atuar no papel de pontuador instantâneo.

O então calouro até se adaptou à nova função, mas deixou de desenvolver as outras partes de seu jogo – como as movimentações fora da bola no ataque e, claro, os fundamentos defensivos.

Para piorar, Beasley nas tentações que Miami proporciona – reportadamente se apaixonando pela ‘vida desregrada’ (pego portando drogas múltiplas vezes em sua carreira) – e, mesmo após performar em alto nível pelo Timberwolves em seu terceiro ano, nunca mais conseguiu ser visto como um ‘verdadeiro profissional’ na liga.