Posição no draft de 2016: 5º, pelo Minnesota Timberwolves

 

Depois de passar seus dois primeiros anos na NCAA convivendo com seguidas lesões em seu ombro direito, o armador Kris Dunn (Bulls) explodiu como júnior na Universidade de Providence ao encantar os scouts com seu atleticismo e ótimas medidas para a posição de armador (1,93m de altura e envergadura de 2,07m).

No acumulado de seus dois últimos anos no basquete universitário, Dunn colocou ótimos números como 16 pontos, 6.9 assistências (3.8 turnovers), 2.6 roubos de bola, 49.1% FG e 36.3% 3-PT e entrou defitivamente no radar das equipes para as posições de loteria do draft de 2016.

Na véspera daquela seleção, os analistas Mike Schmitz e Derek Bodner co-assinaram um artigo no qual afirmaram que ‘bastava apenas alguns segundos o assistindo jogar para compreender porque Dunn tem um futuro brilhante na NBA’.

“Sua combinação de características físicas de elite, habilidade para atacar o aro – tanto a partir do drible quanto na transição, qualidade como passador e potencial defensivo lhe dá um imenso ‘teto’ para atingir”, afirmou o artigo.

No mesmo texto, porém, os analistas pontuaram a inconsistência do armador em sua mecânica de arremesso como fator preocupante na tradução de seu chute para a NBA – a despeito do aproveitamento razoável que teve na NCAA.

“Seus erros vão por vezes para a esquerda, outras vezes para a direita, outras se tornam ‘airballs’ – o que nos faz questionar o quanto de progresso ele realmente fez em seu chute (…) sua mecânica parece mudar de chute para chute, mesmo em situações nas quais ele não está sendo contestado”, pontuaram Schmitz e Bodner.

Seus 69.5% de aproveitamento na linha do lance-livre era um indicativo numérico de que essa análise do Draft Express fazia algum sentido…

Ao chegar à NBA, Dunn – logo de cara – mostro que seu arremesso longo dificilmente se traduziria para a liga, ao passo que a inconsistência de sua mecânica foi evidenciada por uma linha de 3-PT mais distante (média de 30.7% dos 3-PT até aqui na carreira).

Pior do que isso. Ao chegar à liga já aos 22 anos de idade, Dunn mostrou pouca evolução física ao longo de seus 4 anos como profissional e seu atleticismo – mesmo que muito bom – não se mostrou ‘extraclasse’ o suficiente para lhe permitir chegar ao aro com frequência contra defensores que constantemente optam por ir para ‘baixo do screen’ para fechar as linhas de passe, sem se sentirem ameaçados por seu chute de 3-PT ou até mesmo de média distância (média de 5.8 lances-livres como sênior na NCAA, passou a ser de 1.3 nos 4 anos de NBA).

Um inegável problema para o espaçamento da sua equipe – já que os adversários podiam ‘ignora-lo’ no perímetro enquanto congestionam outras áreas da quadra, Dunn teria de se tornar um ‘super-diferencial’ defensivo para se manter como um titular de alto nível na liga.

Também nessa área, porém, o armador falhou em cumprir seu potencial. Embora disruptivo fora da bola (1.5 roubos por jogo na carreira), Dunn não impactou negativamente o aproveitamento do adversário em sequer uma temporada – exceto a atual, quando diminui a eficiência do oponente em modestos 0,4%.