Posição no draft de 2012: 5º

Selecionado por: Sacramento Kings

 

Robinson era dotado de um dos melhores perfis físicos para um ala-pivô. Seus 2,08m de alt., com enverg. de 2,16m combinados com agilidade, força e explosão não davam dúvida nenhuma aos olheiros de que ele teria sucesso ao menos como ‘cara de energia’ na NBA.

Seu impacto na tábua de rebotes também impressionava. O jogador terminou sua terceira temporada pela Universidade de Kansas com média de 11.9 RBTS – sendo 2.9 deles no lado ofensivo.
No ataque, o analista do site Draft Express – Walker Beeken, destacou, em 2012, seu ótimo trabalho no post baixo antes de receber a bola, utilizando sua força física para mover o adversário e estabelecer boa posição dentro do garrafão onde, a partir de então, finalizava suas jogadas com ganchos curtos com as duas mãos ou simplesmente enterrava.

O mesmo analista destacou ainda o fato de T-Rob possuir um controle de bola acima da média para jogadores da sua altura, o que lhe permitia bater seus adversários em penetrações do perímetro e no chamado ‘face up’. Esse conjunto de habilidades lhe rendeu a média de 17.7 PTS por jogo como ‘junior’

Na defesa, Robinson era visto como um jogador com potencial para se tornar elite defendendo as posições 4 e 5 – também pela combinação de força, agilidade e envergadura que possuía.

Tal como muitos prospectos que se destacam quase que exclusivamente pelos atributos físicos, ele falhou a partir do momento em que não desenvolveu os aspectos técnicos de seu jogo.

Seu aprov. de 50.5% na linha do lance livre no acumulado de suas seis temp. na liga, por exemplo, exemplificam a falta de melhora nos fundamentos de seu arremesso.

Sem uma parte técnica que o sustentasse na liga, restaria a T-Rob cumprir o papel de energy guy para o qual – segundo relatório de olheiros durante sua passagem por Kansas – não havia dúvida que ele seria capaz de cumprir na NBA

Nesse aspecto Robinson até foi capaz de traduzir seu motor na tábua de rebotes, mas sua falta de disciplina defensiva – área em que jamais conseguiu ter um impacto consistente, e sua falta de entendimento do jogo coletivo nos dois lados da quadra tornaram impossível sua permanência na quadra (média de 1 TO e 0.6 AST por jogo na carreira)