Embora escolhidos pelo que podem se tornar no médio prazo, alguns novatos já começam a conviver com desconfiança após terem tido pouco impacto em suas temp. de estreia.

Como resposta, selecionamos alguns deles para destacar as razões pelas quais não temos dúvida de seus sucessos na NBA.

Na 1ª edição, analisamos o ala-armador Romeo Langford (Celtics) – 14ª escolha do draft de 2019:

Pode parecer o contrário. Mas a primeira temp. de Langford não apenas ‘não diminuiu’ nossa confiança quanto a seu futuro, mas trouxe ainda mais razões para o validarmos.

O jovem chegou à última seleção como um dos melhores cestinhas da classe (veja no vídeo abaixo) ao:

combinar um excelente trabalho de pés e muita fluidez atlética para se manter equilibrado a todo momento a fim de reagir ao comportamento da defesa e chegar a seus lugares preferidos em quadra;

utilizar seu tremendo toque e a enverg. de elite (2,14m) para finalizar floaters de alto grau de dificuldade e bandejas com muita extensão.

Esse pacote como cestinha capaz de criar o próprio chute, se soma ainda a seus instintos especiais como cutter fora da bola e a um toque que, embora ainda não resulte em consistência na linha dos 3-PT, eventualmente o fará (72.2% nos LL na NCAA; 6.1 tent.).

Tudo isso já fazia parte das projeções de Langford e é só uma questão de tempo para que se traduza para o jogo dos profissionais.

A novidade ficou por conta sua performance defensiva, área na qual sempre teve potencial – graças à já mencionada enverg. de elite e à enorme fluidez para trocar de direção e se mover lateralmente – mas que nunca havia exibido o ‘foco necessário’.

Em 19-20, Langford impressionou. ‘Engoliu’ guards com seus braços longos e a fisicalidade subestimada (98kg) para os limitar a 33.3% de aprov. e usou sua agilidade de ‘bailarino’ para se manter em frente de alas e contesta-los (41% aprov. FG).

Foi sua defesa, aliás, que o permitiu ganhar minutos na 2ª metade da temp. regular e lhe rendeu elogios por parte do técnico Brad Stevens.

Mais do que um cestinha puro, Langford caminha para ser um legítimo ‘two-way’ – cujo ‘piso’ é ser um titular, mas que pode vir a ser muito mais do que ‘só’ isso.