Ja Morant (Grizzlies)
Estatísticas: 17.7 PTS / 8.7 ASTS e 4 TO / 5.7 RBTS / 56.8% FG / 57.1% 3-PT com 2.3 tentativas por jogo

Morant não apenas liderou sua equipe à segunda semana consecutiva sem derrota como o fez ‘com estilo’.

Exibindo um conforto de veterano dentro de quadra, o armador abusou da criatividade como passador e como ball handler para manter a defesa perdida na transição – antes de encontrar seus pivôs para cestas fáceis.

Como o tem feito ao longo de toda a temporada, o novato ‘viveu’ no garrafão adversário – usando seu atleticismo para infiltrar com muita frequência (21.3 por jogo) e concentrar 80.4% de seus arremessos na área pintada (57.5% de aproveitamento).

Sua efetividade invadindo o centro da defesa – mais uma vez – impulsionou seus oponentes a recorrerem a estratégias como ‘ir para baixo do screen’ na hora de defender o jogo de dupla e defendê-lo com muita distância em cenários de ISOs.

Confiante, mas sem ‘aceitar’ deixar de procurar formas de impactar o jogo com aquilo que faz de melhor (2.3 tentativas de 3-PT por jogo mostra esforço para encontrar formas de infiltrar – a despeito de ter o chute longo à disposição), Morant puniu essas estratégias com arremessos pontuais do perímetro – com destaque para a partida contra o Rockets, na qual converteu dois chutes de 3-PT nos 5 minutos finais da partida para garantir a importante vitória.

Kendrick Nunn (Heat)
Estatísticas: 24.3 PTS / 3.3 ASTS e 1.6 TO / 61.2% FG / 62.5% 3-PT com média de 5.3 tentativas

Há quem queira extinguir o jogo de meia distância da NBA contemporânea, mas ele segue sendo – na prática – um skill fundamental para que cestinhas de alto nível possam se manter eficientes contra determinadas coberturas defensivas.

Kendrick Nunn, por exemplo, abusou do ‘mid range’ na última semana (6 tentativas por jogo com 72.2% de aproveitamento) para punir as chamadas ‘drop coverages’ – nas quais o adversário posiciona seu pivô na área pintada para evitar que o jogador ataque o aro após virar a esquina na saída de pick and rolls.

Outra vantagem do jogo de meia distância é sua capacidade de permitir ao atleta ganhar ‘ritmo’ em seu arremesso ao longo do jogo – de modo que o conforto em seu arremesso acabe se traduzindo em bom aproveitamento também nas bolas de 3-PT.

Em entrevista concedida no ano de 2018, Kevin Durant (Nets) – por exemplo, afirmou que depois de conectar 2 ou 3 chutes consecutivos no mid range, seu conforto para dar dois passos para trás e chutar dos 3-PT cresce substancialmente.

Longe de ser um ‘KD’, Nunn – ao menos na última semana – deu razão à teoria da superestrela ao, finalmente, voltar a ser eficiente a partir do perímetro convertendo 62.5% de uma média de 5.3 tentativas por partida.

Michael Porter Jr. (Nuggets)
Estatísticas: 15.6 PTS / 8.6 RBTS / 2 Roubos / 50% FG / 50% 3-PT com média de 3.3 tentativas / 4 lances livres por partida

A sequência de quatro jogos consecutivos com dois dígitos na coluna de pontuação é a maior da jovem carreira do ala que – na última semana – pela primeira vez ultrapassou a marca dos 20 minutos por três partidas seguidas.

Durante o período – mais do que pelo já conhecido potencial para criar o próprio chute ao usar seus 2,08m e a coordenação motora de armador para arremessar por cima de defensores menores, Porter Jr. impressionou pelo tremendo entendimento do jogo para cortar sem a bola, característica que maximiza seu potencial de encaixe ao lado de Nikola Jokic, ponto focal do ataque do Nuggets.

50% dos arremessos (5.3 tentativas) do ala na última semana vieram em situações nas quais ele nem sequer colocou a bola no chão (68.8% de aproveitamento nessas situações).