1 – Golden State Warriors –  Anthony Edwards (Georgia), ala-armador de 1,96m de altura, 102kg e 18 anos de idade

De acordo com repórteres de credibilidade como Mike Schmitz, da ESPN Americana, Edwards tem se separado dos demais prospectos da classe para se consolidar como a primeira escolha consensual do draft de 2020.

Claro, é inevitável que Bob Myers e restante de seu staff explorem oportunidades de negociar essa ‘pick’ em busca de jogadores que possam estar mais maduro para competir imediatamente ao lado de Stephen Curry, Klay Thompson e Draymond Green.

Essa análise de mercado, no entanto, só deve ser consolidada com uma negociação se o Warriors algo de valor irrefutável – como uma estrela do calibre de um Ben Simmons (76ers), cujo encaixe ao lado de Joel Embiid (76ers) em Philadelphia tem se mostrado complicado.

Caso o mercado não apresente essa alternativa ‘irrefutável’, Edwards chegaria para ser um desses jogadores que trazem ‘pontuação instantânea’ vindo do banco de reservas – aumentando a profundidade de um elenco que recentemente perdeu dois de seus pilares da segunda unidade em Shaun Livingston e Andre Iguodala (Heat).

 

2-  Cleveland Cavaliers – James Wiseman (Memphis), pivô de 2,16m de altura, 107kg e 19 anos de idade

Com dois jovens armadores promissores em Darius Garland e Collin Sexton, é imperativo que o Cavs olhe para oportunidades de reforçar seu ‘frontcourt’ a partir do draft de 2020.

Nesse sentido, apesar da provável extensão do contrato de Andre Drummond por mais um ano – em ativação da ‘player option’, nenhuma outra opção é mais atrativa que Wiseman no médio e longo prazo.

Com uma envergadura de 2,30m e tremendos instintos para proteger o aro, o pivô chegaria com status de âncora defensiva no garrafão do Cavs – algo crucial para o sucesso futuro da dupla ‘Sexland’ – que, pela carência de altura e envergadura para defender backcourts mais tradicionais, terá de se apoiar na habilidade de usar a agilidade para pressiona-los no perímetro de forma agressiva.

 

3 – Minnesota Timberwolves – Obi Toppin (Dayton), ala-pivô de 2,06m de altura, 100kg e 22 anos de idade

A capacidade de espaçar a quadra a partir da linha dos 3-PT (39% de aproveitamento com 2.6 tentativas por jogo em 19-20) – somada ao tremendo atleticismo e explosão para correr a quadra em linha reta – faz de Toppin um encaixe perfeito no sistema do treinador Ryan Saunders.

Atuando no esquema de ‘5 abertos’ de Saunders, o ala-pivô teria a oportunidade de não apenas utilizar seu toque para conectar bolas longas, mas enorme espaço no garrafão para colocar pressão no aro com seu atleticismo em situações de pick and roll e/ou no ataque a closeouts.

Excelente ‘rim runner’, Toppin maximizaria ainda a efetividade do jogo de transição da equipe que liderou o ranking de ‘pace’ da NBA após a parada para o jogo das estrelas.

 

4 – Atlanta Hawks – Deni Avdija (Maccabi Tel-Aviv) ala de 2,05m de altura, 99kg e 19 anos de idade

As limitações físicas do armador Trae Young – pilar da franquia – faz com que seu staff busque construir uma equipe versátil defensivamente a seu redor, a fim de tentar proteger sua jovem estrela nesse lado da quadra.

Dono de muita inteligência tática nas rotações coletivas e a capacidade demonstrada na última temporada da liga profissional da Israel para defender múltiplas posições – graças a uma combinação de boa agilidade e força física (chegou a defender alguns alas-pivôs), Avdija se juntaria a um grupo de alas versáteis que já conta com DeAndre Hunter e Cam Reddish, que se uniria ao pivô Clint Capela, adquirido na última ‘trade deadline’ para ancorar a defesa do Hawks pelos próximos anos.

 

LaMelo Ball divide com Anthony Edwards o posto de potencial superestrela da classe

5 – Detroit Pistons – LaMelo Ball (Illawarra Hawks) armador de 2,03m de altura, 82kg e 18 anos de idade

Irmão mais novo de Lonzo Ball (Pelicans), o armador é talvez o jogador de maior ‘teto’ da classe devido à combinação de altura de elite para a posição, tremendos instintos para o jogo, uma visão de jogo fora dos gráficos e um controle de bola que o permite bater desmontar defesas na meia quadra em situações de ISO e/ou pick and roll.

A inconsistência de seu nível de esforço no lado defensivo e a necessidade de ter sua mecânica de arremesso significativamente modificada caso queira se tornar um arremessador consistente na NBA (25% de aproveitamento dos 3-PT com média de 6.7 tentativas na temporada da Liga Australiana) – são fatores que diminuem a certeza sobre seu sucesso na NBA.

Caso Ball esteja disponível à essa altura do draft, porém, é difícil imaginar que o Pistons não aposte no ‘star-power’ do jovem de Chino Hills – não apenas pelo que ele pode entregar em quadra, mas também pela excitação e o potencial de marketing que ele traria para uma franquia que não tem conseguido ser relevante na liga desde a metade da década de 2000.

 

6 – New York Knicks – Cole Anthony (North Carolina) armador de 1,91m de altura, 86kg e 19 anos de idade

Anthony chegará ao draft depois de uma temporada universitária decepcionante, na qual não conseguiu se manter eficiente nos âmbitos dos arremessos de quadra (38% de aproveitamento), nem tampouco contribuir para o sucesso coletivo da equipe do treinador Roy Williams – que terminou a temporada com uma campanha de 14 vitórias e 19 derrotas.

Apesar disso, a versatilidade com que pode colocar a bola dentro da cesta – devido à habilidade de arremessar em movimento, seja em pullups ou cenários de catch and shoot, bem como absorver contato na hora de finalizar como poucos prospectos de sua posição (média de 5.8 lances-livres por jogo em 19-20), seguem o posicionando como um dos prospectos mais intrigantes da classe.

Além da qualidade como prospecto em si, Anthony também faria sentido para o Knicks sob o ponto de vista ‘relacional’ – já que seu pai, Greg Anthony, possui laços importantes com a franquia, por quem atuou durante quatro anos depois de ser por ela selecionado na 12ª posição do draft de 1991.

 

7 – Chicago Bulls – Isaac Okoro (Auburn) ala de 1,98m de altura, 102kg e 19 anos de idade

A temporada 2020-2021 será provavelmente a última da decepcionante passagem de Otto Porter Jr., ala que deve acionar sua ‘player option’ de 28 milhões de dólares nesta offseason depois de ter atuado em apenas 14 partidas em 2019-2020 por conta de seguidas lesões.

Para substituí-lo e cobrir a única posição na qual o Bulls não possui um prospecto promissor, o freshman Isaac Okoro faria sentido – sobretudo por se tratar de um dos melhores e mais versáteis defensores da classe, característica fundamental para uma equipe que deverá apostar em um backcourt pouco conhecido pela presença defensiva em Zach LaVine e Coby White.

 

8 – Charlotte Hornets – Onyeka Okongwu (USC) pivô de 2,06m de altura, 111kg e 19 anos de idade

Melhor defensor da classe, Okongwu tem recebido comparações com Bam Adebayo (Heat) por, tal como o jovem allstar, preencher cada um dos requisitos exigidos do pivô contemporâneo no lado defensivo da quadra.

Na temporada universitária 2019-2020, o freshman encantou scouters pela habilidade de mover os pés com muito conforto no perímetro em trocas contra jogadores menores e, ao mesmo tempo, usar sua envergadura de 2,18 e ótima explosão atlética para proteger o aro em situações de ajuda (média de 2.7 tocos por jogo).

Essa versatilidade do ex-companheiro de Lonzo e LaMelo Ball nos tempos de high school faz salivar treinadores, que assim como James Borrego, têm nas trocas parte importante de suas estratégias de defesa.

 

9 – Washington Wizards – Tyrese Haliburton (Iowa State) armador 1,96m de altura, 79kg e 20 anos de idade

A torcida do Wizards certamente nutre esperanças sobre o retorno do armador John Wall, estrela da franquia que está a mais de 18 meses fora das quadras por conta de consecutivas lesões – primeiro no joelho e depois no tendão de Aquiles.

Ainda que o allstar possa retornar em bom nível em 2020-2021, no entanto, é prudente que o Wizards busque ‘garantias’ na posição – sobretudo em um draft repleto de jogadores talentosos na posição como o de 2020.

Haliburton é, tal como Wall, um armador que tem seu principal atributo a efetividade na transição e a mentalidade de ‘passe primeiro’ – características que projetam seu bom encaixe ao lado de um pontuador puro como Bradley Beal.

Além disso, apesar de o corpo franzino limitar sua versatilidade posicional no momento, seus 1,96m de altura e a envergadura de 2,10m nos levam a crer que Haliburton será capaz de atuar em formações de três armadores no médio prazo – crença reforçada pela sua eficiência como arremessador em situações estacionárias de catch and shoot (41.9% de aproveitamento em uma média de 5.6 tentativas de 3-PT por jogo em 19-20).

 

10 – Phoenix Suns – Nico Mannion (Arizona) armador de 1,91m de altura, 86kg e 19 anos de idade

Jogadores com passagem pela Universidade de Arizona costumam receber atenção especial do Phoenix – franquia que representa o estado na NBA. De Steve Kerr – ex-General Manager da equipe, à Deandre Ayton – primeira escolha do draft de 2018, o Suns essa característica já há décadas.

Mais do que isso, no entanto, a habilidade de atuar com a bola nas mãos ou como arremessador fora dela faz de Mannion um encaixe interessante com Devin Booker – que também flutua entre os papéis de ‘sniper em catch and shoots’ e um ‘lead guard’ com a responsabilidade de criar para si e para os companheiros.

Apesar de, nesse cenário, de provavelmente ter de iniciar sua carreira como um ‘backup’ de Ricky Rubio, o italiano certamente receberia minutos suficientes para se desenvolver – já ofereceria ao treinador Monty Williams uma abordagem alternativa de jogo mais agressivo em relação à cesta do que a oferecida pelo espanhol.

 

11 – San Antonio Spurs – Killian Hayes (Ratiopharm Ulm) combo guard de 1,95m de altura, 80kg e 18 anos de idade

Para além do sucesso do Spurs com jogadores não-estadunidenses (Hayes até nasceu nos Estados Unidos – no estado da Flórida, mas atua pela seleção francesa), o combo guard adicionaria a habilidade de criar o próprio arremesso a partir do drible no perímetro que, no momento, é exclusividade de DeMar Derozan no elenco do treinador Greg Popovich.

Hayes faz ótimo trabalho para utilizar sua envergadura de 2,08m na hora criar seus pullups nas saídas de screens e em ISO’s contra armadores menores, característica com a qual compensa um atleticismo apenas mediano que o limita na hora de ‘balançar’ seus defensores e chegar até o aro com consistência.

Além da habilidade como cestinha, o canhoto é um dos melhores passadores da classe – exibindo ótima visão de jogo e muita acurácia para ler e reagir às mais diferentes coberturas defensivas no jogo de dupla, inclusive executando leituras avançadas como quando encontra seus arremessadores na zona morta no lado oposto da quadra ao estilo Luka Doncic (Mavericks).

Sua falta de agilidade e ‘motor’ defensivo preocupam a maioria dos scouters, mas se tem uma equipe capaz de ensina-lo fundamentos posicionais de defesa para cobrir essas lacunas e se tornar um contribuinte positivo nesse lado da quadra – essa equipe é o San Antonio Spurs.

 

12- Sacramento Kings – Precious Achiuwa (Memphis) ala-pivô de 2,06m de altura, 102kg e 20 anos de idade

Jovem que teve seus melhores momentos atuando na posição 5 durante a temporada universitária, Achiuwa daria ao treinador Luke Walton a oportunidade de utilizar um frontcourt de tremendo atleticismo colocar o nigeriano ao lado de Marvin Balgley.

Com a dupla – e uma equipe orquestrada pelo velocíssimo De’Aaron Fox na armação, o Kings colocaria enorme pressão nas defesas adversárias em situações de transição e, ao mesmo tempo, um desafio para garrafões montados para ‘igualar a agilidade’ de Bagley e Achiuwa – já que ambos são também excelentes reboteiros, sobretudo na tábua ofensiva (Achiuwa teve média de 10.8 rebotes em 19-20, sendo 3 deles ofensivos).

 

Melhor arremessador da classe, Nesmith tem ligações extra-quadra com Brandon Ingram e Zion Williamson – pilares do Pelicans

13 – New Orleans Pelicans – Aaron Nesmith (Vanderbilt) ala de 1,98m de altura, 97kg e 20 anos de idade

Considerando o sucesso que a jovem estrela Brandon Ingram teve atuando como ala-pivô na primeira metade da temp., o Pelicans olhará para utilizá-lo ao lado de Zion Williamson no garrafão em situações eventuais.

Tal cenário também seria maximizado por snipers ao redor do perímetro capazes de permitir com que BI e Zion possam abusar de seus adversários contra marcações um contra um.

Melhor arremessador do draft – de longe, sobretudo em situações de C&S, Nesmith (50% 3-PT com 6.4 tent. em 19-20) chegaria para contribuir para esse espaçamento de quadra.

Mais do que o encaixe em quadra, Nesmith, Ingram e Williamson têm ainda ligações importantes fora dela.

Em Vanderbilt, o jovem foi treinado pelo ex-jogador da NBA Jerry Stackhouse – principal mentor de Ingram muito antes do sucesso da jovem estrela a nível nacional, já que ambos nasceram e foram criados na cidade de Kinston, no estado da Carolina do Norte.

Com Williamson, Nesmith se conecta pelo fato de ambos terem se desenvolvido no estado da Carolina do Sul – onde o ala de Vanderbilt bateu a primeira escolha do draft para vencer o prêmio de ‘melhor jogador do estado’ em 2018.

 

14 – Portland Trail Blazers – Saddiq Bey (Villanova) ala-pivô de 2,03m de altura, 98kg e 21 anos de idade 

Depois de ter conectado 45.1% de uma média de 5.6 tentativas de 3-PT na última temp. universitária, Bey chega credenciado como um dos melhores snipers do draft – mas é muito mais do que ‘apenas’ um arremessador.

Como é típico dos jogadores de Villanova, Bey tem um gosto especial pela fisicalidade nos dois lados da quadra – algo que somado ao bom atleticismo – o torna um atleta versátil, capaz de defender as posições 2, 3 e 4 e de, no ataque, punir alas mais leves no post e espaçar alas-pivôs mais tradicionais para o perímetro.

 

Demais escolhas de primeira rodada:

 

15- Magic: Tyrese Maxey (SG, Kentucky, freshman)

16- Timberwolves (via Nets): RJ Hampton (PG/SG, New Zealand Breakers-NZL)

17- Celtics (via Grizzlies): Isaiah Stewart (C, Washington, freshman)

18- Mavs: Josh Green (SG/SF, Arizona, freshman)

19- Bucks (via Pacers): Devin Vassell (SG/SF, Florida State, sophomore)

20- Nets (via Sixers): Jaden McDaniels (SF/PF, Washington, freshman)

21- Nuggets (via Rockets): Théo Maledon (PG, ASVEL-FRA)

22- Sixers (via Thunder): Kira Lewis Jr. (PG, Alabama, sophomore)

23- Heat: Tre Jones (PG, Duke, sophomore)

24- Jazz: Jalen Smith (PF, Maryland, sophomore)

25- Thunder (via Nuggets): Robert Woodard II (SG/SF, Mississippi State, sophomore)

26- Celtics: Tyler Bey (SF, Colorado, junior)

27- Knicks (via Clippers): Jahmi’us Ramsey (SG, Texas Tech, freshman)

28- Raptors: Leandro Bolmaro (SG, FC Barcelona-ESP)

29- Lakers: Ashton Hagans (PG, Kentucky, sophomore)

30- Celtics (via Bucks): Aleksej Pokuševski (PF, Olympiacos-GRE)