Confirmando na NBA a já anunciada capacidade de atacar o aro com muito atleticismo e a habilidade e a visão de jogo para encontrar seus companheiros a partir de suas infiltrações, Ja Morant (Grizzlies) começa a se separar como o favorito ao prêmio de Calouro do Ano da temporada 2019-2020 – pelo menos até que Zion Williamson (Pelicans) esteja pronto para estrear.
Além de números para lá de sólidos em se tratando de um armador que estreia na liga, a segunda escolha do Draft de 2019 tem mostrado a capacidade de elevar o nível de seus companheiros e fazer de Memphis uma equipe mais competitiva do que era projetado no início da temporada.
Nas últimas quatro partidas em que esteve em quadra – Morant liderou sua equipe para três vitórias.

Confira abaixo a nova atualização de nosso Top 5 da Corrida para o prêmio de Calouro do Ano:

1 – Ja Morant (Grizzlies) 18.3 PTS / 5.8 ASTS e 4 Turnovers / 48.3% FG / 4.5 lances livres por jogo

Usando a combinação de um atleticismo de elite, muita velocidade e um controle de bola para lá de criativo, Morant tem ‘morado’ no garrafão dos adversários, colocando constante pressão no aro (média de 7.7 arremessos por partida na área restrita do oponente) para colocar pontos com eficiência no placar, ir à linha do lance-livre e chamar a atenção de múltiplos marcadores a fim de encontrar seus companheiros desmarcados em situações de ‘drive and kick’ e ‘drive and dish’.
A média de 1.45 assistência para cada turnover cometido, no entanto, ainda exibe seus problemas com os desperdícios de bola – problemas esses que se originam em boa parte do fato de Morant ‘recusar’ recorrentemente tentativas de arremesso sem contestação a partir do perímetro perímetro (apenas 1.8 chutes de 3-PT por jogo) contra defesas que o oferecem essa oportunidade ao optar por ir ‘para baixo’ de bloqueios.

2 – Kendrick Nunn (Heat) 16.9 PTS / 2.8 ASTS e 2.3 Turnovers / 44.8% FG / 38.3% 3-PT com 6 tentativas por jogo / 1.6 Roubo de bola

Apesar de ter apresentado uma queda natural de desempenho em relação a seu início cintilante de temporada, Nunn segue como um dos principais destaques entre os novatos até aqui – não apenas pelos ótimos números que apresenta, mas também pelo fato de ser um titular importante de um Miami Heat que ocupa a terceira posição da Conferência Leste com uma campanha de 7 vitórias e 3 derrotas.
Até a noite dessa quinta-feira, 14/11 (data em que esse texto foi fechado), Nunn ocupa o posto de segundo principal cestinha da equipe de Erik Spoelstra e é um de seus jogadores mais disruptivos no lado defensivo com média de 1.6 roubos de bola por partida.

3 – RJ Barrett (Knicks) 16 PTS / 4.1 ASTS e 2.6 Turnovers / 5.8 Rebotes / 41% FG / 35.9% 3-PT com 3.5 tentativas por jogo / 6.1 lances livres por partida

Se existe algumas prerrogativas indispensáveis para um jogador com ambições de conquistar a torcida do New York Knicks, essas são – sem dúvida – as da agressividade e competitividade.
Compreendendo as necessidades, Barrett tem adotado postura ‘incansável’ e extremamente física durante as partidas – atacando o aro mais do que nenhum outro novato de sua classe (média de 7.2 tentativas na área restrita) e se consolidando como um tremendo reboteiro para a posição.
Tecnicamente, no entanto, o canadense tem muito a evoluir – ao passo que tem exibido diversos problemas em seu trabalho de pernas, sobretudo na hora de se equilibrar em situações de pullup (29.2% de aproveitamento nesses cenários) e de converter suas incríveis 6.2 tentativas de lances livre por partida (péssimos 44.8% de aproveitamento).


4 – Rui Hachimura (Wizards) 14.4 PTS / 5.9 RBTS / 51.8% FG

Apesar do início ruim de sua equipe, o japonês tem mantido consistência acima da média em se tratando de um atleta que acabou de disputar os primeiros jogos de sua carreira.
Misturando muita força física para finalizar com eficiência ao redor do aro (63.6% de aproveitamento de uma média de 4.9 tentativas na área restrita por partida) e o excelente toque e equilíbrio em seus pullups de meia distância (52.9% na região), Hachimura ultrapassou os dois dígitos de pontuação em 7 de suas 9 partidas na temporada – sempre com um alto nível de eficiência.
Flutuando entre as posições 3 e 4, o ex-jogador da Universidade de Gonzaga tem feito ainda sólido trabalho na tábua de rebotes.

5 – Eric Paschall (Warriors) 15.5 PTS / 4.3 RBTS / 52% FG

Um dos poucos pontos positivos de uma temporada até aqui catastrófica para o Golden State Warriors, Paschall já fez o suficiente para mostrar que pertence a uma rotação de NBA ao misturar uma alta e constante dose de energia e fisicalidade a um bom nível de habilidade para colocar a bola no chão com ótimo controle corporal a partir da posição 4.
Seus 88.1% de aproveitamento na linha do lance livre e a fluidez com que conecta seus arremessos de média distância (58.8% de aprov. no mid range até aqui) – somados ao decente aproveitamento de 35.1% de uma média de 4.1 tentativas de 3-PT no acumulado de seus últimos dois anos em Villanova, lhe conferem ainda bom potencial para se tornar um interessante ‘stretch 4’ capaz de atacar closeouts no médio prazo.