A posição de pivô tem sido desafiada pelas equipes da NBA nos últimos anos – tendo o ponto mais baixo de sua valorização na opção feita pelo Houston Rockets de não incluir sequer um homem grande tradicional em sua rotação de 9 jogadores.

Apesar disso, os ‘cincos’ da classe de 2020 devem ser valorizados no draft do próximo mês de julho – podendo ter 5 representantes selecionados na primeira rodada.

Tal cenário se deve à adaptabilidade dos prospectos ao principal requisito para a permanência de um pivô em quadra na NBA contemporâneo: a habilidade de mover os pés no perímetro a fim de executar adequadamente pressões no homem da bola em cenários de pick and roll, bem como sobreviver a eventuais trocas contra jogadores mais baixos.

Usamos: 4 para apontar um possível ‘allstar’; 3 para categorizar alguém que possa vir a ser um bom titular na NBA e 2 para classificar alguém que possa, eventualmente, se tornar peça integrante na rotação de uma equipe de NBA.

Confira abaixo:

 

1) James Wiseman – 18 anos
Medidas: 2,16m de altura e envergadura de 2,30m
Teto: superestrela
Características: jogador com maior ‘piso’ classe, possui rara combinação de fluidez atlética, agilidade e explosão para um jogador de 2,16m. Sua habilidade de correr a quadra e saltar múltiplas vezes em sequência como ‘quem quica no chão’ tem lhe rendido comparações com Anthony Davis. Wiseman é um tremendo protetor de aro, com excelentes instintos defensivos – e possui sólida agilidade lateral para conter jogadores menores em situações de PnR. Por agora, o canhoto contribui no ataque majoritariamente como espaçador vertical e finalizador em situações de transição e PnR,

 

2) Onyeka Okongwu – 19 anos
Medidas: 2,06m de altura e envergadura de 2,16m
Teto: allstar
Características: apontado por muitos scouters como o principal defensor do draft por sua habilidade de conter jogadores no perímetro com o mesmo conforto com que se estabelece como o melhor protetor de aro da classe, o ex-companheiro de LaMelo e Lonzo Ball em Chino Hills tem um encaixe ideal na NBA atual também por seu modo de atuação no lado ofensivo. Okongwu não demanda a bola para ser efetivo, se destacando pela fisicalidade em seus screens, pela agilidade para correr a quadra e se colocar como um explosivo espaçador vertical.

 

3) Vernon Carey Jr. – 19 anos
Medidas: 2,08m de altura e envergadura de 2,14m
Teto: titular
Características: Combina muita força física com constante disciplina para estabelecer posição de vantagem assim que a bola sobe – nos dois lados da quadra, acumulando 2.7 rebotes ofensivos por partida e 8.7 no total, mesmo atuando pouco menos de 25 minutos por partida. Apesar de possuir o corpo de um ‘linebacker de NFL’, liga na qual seu pai atuou pelo Miami Dolphins, Carey Jr. exibe surpreendente atleticismo e a habilidade de saltar de maneira ágil, características que o impulsionaram a se estabelecer como um bom protetor de aro em situações de ajuda – a despeito da envergadura mediana de 2,14m (1.5 toco por jogo em 19-20).

 


4) Isaiah Stewart – 18 anos
Medidas: 2,06m de altura e envergadura de 2,24m
Teto: jogador de rotação
Características: Apesar de relativamente baixo, batalha no garrafão com pivozões utilizando muita força física espalhada em seus 111kg. Diferente de outros pivôs de small ball que ‘pagam’ a versatilidade defensiva com certa limitação na proteção do aro, Stewart não perde em nada para pivôs tradicionais nesse quesito – graças à velocidade com que salta de forma sequencial e à tremenda envergadura. A falta de polidez técnica, porém, levanta questionamentos sobre seu teto.

 

5) Daniel Oturu – 20 anos
Medidas: 2,08m de altura e envergadura de 2,22m
Teto: jogador de rotação
Características: sua boa condição atlética e a envergadura de elite tem feito dele um dos melhores protetores de aro da atual temporada universitária, característica que se soma ao seu tremendo impacto e intensidade constante nas duas tábuas de rebotes – e o colocam como um modelo ideal de jogador de energia para vir do banco de reservas no próximo nível. Caso melhore em questões como a tomada de decisões no ataque (2.9 TO e 1.2 ASTS por jogo) e a agilidade lateral para ao menos ‘sobreviver’ em trocas no perímetro, poderá se tornar um steal no longo prazo.