1 – Kendrick Nunn (Heat) 21.7 PTS / 5 ASTS e 2.7 Turnovers / 1.7 Roubo / 51% FG / 42.9% 3-PT com 7 tentativas por partida

Principal arma ofensiva de uma semana invicta do Miami Heat, Nunn liderou sua equipe em pontuação, com 21,7, e tentativas de arremesso – com 17 por partida, ao mesmo tempo em que manteve enorme eficiência em seus arremessos de quadra.
Tamanha efetividade foi impulsionada por um skillset versátil para explorar o que a defesa lhe entregou e, sobretudo, pela maturidade no momento de ler a cobertura defensiva e selecionar seus arremessos.
Baseando seu jogo na habilidade de atacar o aro com a combinação de ótimo controle de bola e bom atleticismo (48.6 % de suas tentativas de arremesso vieram a 3 metros ou menos da cesta), Nunn não hesitou em chutar de longa distância, mas o fez apenas quando pouco contestado (todas as suas 6.5 tentativas de 3-PT vieram de situações nas quais seus defensores estavam a pelo menos 1.2 metros de distância).
A capacidade de ler a defesa lhe propiciou ter ainda ótima atuação como playmaker secundário, distribuindo 5 assistências por partida na semana com um rating de 1.85 passe para cesta para cada desperdício de bola cometido.

2 – Ja Morant (Grizzlies) 17.5 PTS / 7 ASTS e 2.5 Turnovers / 43.1% FG / 38.5% 3-PT com média de 3.3 tentativas por partida / 5.3 tentativas de lance-livre por jogo

Em sua melhor semana na liga no que diz respeito ao cuidado com a bola (média de 2.8 assistência para cada turnover), Morant atuou como se o jogo estivesse ‘mais lento’ em sua percepção – executando leituras de jogo ao invés de premeditar suas ações.
Sua melhor tomada de decisões, no entanto, nem de longe veio acompanhada de uma diminuição de agressividade em relação à cesta (62.1% de suas tentativas vieram a 3 metros ou menos da cesta) – permitindo-lhe seguir indo à linha do lance-livre com enorme frequência para um armador novato – com 5.3 tentativas por partida.
Além dos números eficientes – dentre os quais também se destaca o ótimo aproveitamento a partir da linha dos 3-PT, Morant mostrou características que não se medem em estatísticas, exibindo enorme personalidade para crescer nos momentos decisivos dos jogos – impulsionando sua equipe para 3 vitórias nas 4 partidas disputadas com direito à conversão de uma bandeja acrobática que deu a liderança à sua equipe contra o Hornets, fora de casa, a menos de 1 segundo do final, complementando uma performance de 23 pontos e 11 assistências.

3 – RJ Barrett (Knicks) 17 PTS / 4.3 ASTS e 3.3 Turnovers / 6 Rebotes / 1 Roubo / 45.2% FG / 40% dos 3-PT com média de 3.3 tentativas / 69.2% de aproveitamento nos lances-livres

Vivendo uma verdadeira montanha-russa relacionada a seu arremesso a partir do perímetro, Barrett teve uma semana de ‘alta’ que – mais do que lhe dar números satisfatórios durante o período de 3 jogos, pode indicar o resultado do trabalho diário para se tornar um arremessador mais consistente.
O jogador que, até o início da semana, havia convertido pífios 49.1% de seus arremessos de quadra – conectou 9 de suas 13 tentativas no período, exibindo uma repetição da mecânica de arremesso até então não observada (seus erros, desde a última temporada universitária, indicavam inconsistência ao variarem entre chutes curtos, longos, para a direita e para a esquerda. Em geral, até mesmo os erros são indicativos de um arremesso consistente. Quando um bom shooter vive um ‘momento ruim’, seus erros são sempre repetidos – geralmente alinhados na direção da cesta e consecutivamente longos ou curtos).