Caminhando a passos largos para sua sétima temporada consecutiva sem se classificar para os playoffs, o New York Knicks terá de apostar mais uma vez na sorte das ‘bolinhas de ping-pong’ para se colocar em posição de selecionar um jogador que possa contribuir – de fato – para a mudança de curso de seu triste histórico recente.
Para a ‘sorte’ da histórica franquia, porém, o Draft de 2020 estará recheado de prospectos capazes de cumprir a principal lacuna de seu elenco no momento: a de armador principal.

Sem ter muitas razões para confiar que Elfrid Payton, Dennis Smith Jr. e Frank Ntilikina serão soluções duradouras para a posição (embora o terceiro tenha apresentado sinais promissores na atual temporada – sobretudo no lado defensivo), o Knicks terá opções de sobra para preencher a lacuna da posição 1 e terá de fazer uma escolha inteligente entre os diferentes estilos disponíveis na classe.

Caso queira um ‘Point Guard’ mais voltado à pontuação – criando o próprio chute a qualquer momento, de qualquer lugar da quadra, New York pode apostar em Cole Anthony (North Carolina) – cestinha ‘puro’, dono de bom atleticismo para atacar o aro a partir do drible e, sobretudo, muita distância em seu arremesso de 3-PT – capaz de, já hoje, conectar confortavelmente arremessos longos a um passo atrás da linha da NBA (20 PTS de média e 37.5% de aproveitamento dos 3-PT com média de 7 tentativas por partida na NCAA).

A seu favor, Anthony conta com o fato de seu pai, Greg Anthony, ter um histórico interessante na franquia laranja – tendo sido draftado por ela em 1991 e passado quatro temporadas com o Madson Square Garden como ‘sua casa’. Contra ele, fica o fato de Anthony ser um ‘pontuador faminto’ – que tem apresentado dificuldades para envolver seus companheiros (3.9 ASTS e 3.5 TO na atual temp.), o que torna o encaixe com RJ Barrett – no mínimo – desafiador.

 

 

Se direcionar seu olhar para o ‘maior talento e potencial de crescimento’, a franquia poderá olhar para LaMelo Ball (Illawarra Hawks), irmão mais novo de Lonzo (Pelicans) que – diferente do irmão, tem na criatividade e habilidade em seu ball handle sua principal característica.

Tamanha habilidade para desmontar defesas na meia quadra e na transição, somada aos 2,01m de altura, tem encantado os scouters – que não têm hesitado em aponta-lo como ‘o jogador mais talentoso da classe’ e, de longe, o melhor da família Ball.

Contra ele, porém, pesa o fato de trazer consigo um ‘circo’ de marketing à já disfuncional franquia do Knicks.

O terceiro, menos badalado que as duas opções previamente mencionadas, é Nico Mannion (Arizona). Engenheiro do ataque mais excitante do basquete universitário por sua habilidade de estabelecer um ritmo contagiante na transição e versátil o suficiente para atuar fora da bola – graças à habilidade de conectar arremessos de 3-PT em cenários de screens e em spot ups, característica que faz dele um encaixe promissor ao lado de Barrett.

Mannion me parece aquele ‘Glue Guy’, que independente dos números que coloca nas estatísticas, torna seu time melhor ao maximizar os pontos fortes dos companheiros ao melhor estilo Steve Nash.