Nos últimos 20 anos de basquete universitário, só uma equipe conseguiu o feito de se sagrar bi-campeão nacional em anos consecutivos.

Nas temp. 05-06 e 06-07, a Universidade da Flórida – que até ali jamais havia sido campeã da NCAA – conquistou o chamado back-to-back ao contar com o protagonismo de alguns jogadores que viriam a construir boas carreiras na NBA.

O elenco comandado pelo treinador Billy Donovan, atualmente no Thunder, contava com nomes como Corey Brewer, Al Horford e Joakim Noah.

O terceiro, em particular, ganhou o status de ‘lenda’ ao simbolizar a mentalidade ‘raçuda e durona’ daquela equipe, bem como por ter tido uma das performances defensivas mais impressionantes na história do torneio, em 05-06.

Em seu segundo ano no programa, Noah – que anos depois viria a vencer o prêmio de defensor do ano na NBA (13-14) – usou seu tremendo entendimento do jogo, a mobilidade acima da média para um jogador de 2,11m, muita raça e a enverg. de 2,17m para ‘trancar’ o garrafão dos Gators.

Logo na estreia do ‘March Madness’, o pivô mostrou sua dominância com uma performance de 5 tocos, 3 roubos e 8 RBTS no blowout contra South Alabama, acompanhando o desempenho defensivo com o ‘bônus’ de 16 pontos e 7 assistências.

Depois de repetir os excelentes números na rodada seguinte em mais um blowout, dessa vez contra Milwaukee (4 tocos, 2 roubos e 7 RBTS, além de 17 PTS e 6 ASTS), Noah bloqueou 5 chutes – tanto no sweet 16, em jogo tenso contra Georgetown, quanto no Elite 8, contra uma forte Villanova comandada por Kyle Lowry e Randy Foe. Em ambos os jogos, dominou ainda a tábua de rebotes – com 10 e 15, respectivamente.

No semi-final Noah bloqueou 4 chutes para ajudar sua equipe a afastar a zebra da modesta George Mason. E no jogo decisivo, contra UCLA, desencorajou Jordan Farmar, Daren Collison, Luke Mbah a Moute e Aaron Afflalo com seu ‘jeitão’ expansivo e extrema atividade colocando mais 6 tocos, 1 roubo e 9 RBTS no box score.

Ao fim do torneio nacional, Noah foi eleito o jogador o melhor jogador da competição – com muita justiça – com médias de 4.8 tocos, 1.3 roubo e 9.5 RBTS, além de 16.2 PTS e 3.2 AST.

Tamanho impacto defensivo no primeiro título nacional de Flórida por si só já faria dele uma lenda. Noah, no entanto, foi além.

Junto de Horford e Brewer, o pivô decidiu adiar sua ida à NBA – retornando para o programa com a missão de conquistar o bi-campeonato. Objetivo que alcançou após uma final espetacular contra uma Ohio State que contava com Greg Oden e Mike Conley como principais jogadores.