Selecionado na 15ª posição do draft de 2019, o ala versátil Sekou Doumbouya (Pistons) não tem recebido oportunidades do treinador Dwane Casey nessa primeira metade da temporada 19-20 disputando até aqui apenas 5 das 30 partidas de sua equipe, todas elas entrando no chamado ‘garbage time’ – com média de 4.2 minutos por jogo.

No que depender das atuações do francês na Liga de Desenvolvimento da NBA, no entanto, essa situação tende a mudar em breve.

Isso porque em seus 15 jogos pela equipe do ‘Grand Rapit Drive’ – afiliado do Pistons na G-League, Doumbouya atuou em altíssimo nível e, mais do que isso, entregou um nível de versatilidade que o time principal de Detroit carece em suas posições de frontcourt e justificou algumas das comparações recebidas com Pascal Siakam (Raptors) no período pré-draft.

O novato tem mostrado muito conforto com a bola nas mãos no alto de seus 2,06m de altura, colocando-a no chão e utilizando dribles avançados para balançar seus defensores a fim de criar espaço para seus pullups e/ou usar suas passadas largas e a envergadura de 2,12m para finalizar ao redor do aro – questões que, nesse estágio de suas carreiras, tanto Blake Griffin, quanto Markieff Morris, demonstram dificuldade para preencher, colocando extrema pressão nos ‘guards’ na hora de criar arremessos.

Talvez a parte mais impressionante na habilidade de Doumbouya criar seu próprio chute tem sido sua facilidade para conectar pullups para 3-PT.

Aos 19 anos de idade, o jovem tem conectado bolas longas com muito equilíbrio nos mais diversos cenários a partir do drible – seja na transição, em ISO’s ou na saída de pick and rolls – mostrando um arsenal completo que o tem permitido converter 38.3% de suas bolas longas com um alto volume de 5.4 tentativas por partida.

Defensivamente – área de seu jogo que era vista como ‘mais pronta’ para contribuir imediatamente na NBA, Doumbouya tem confirmado as expectativas sobre sua capacidade de marcar múltiplas posições, com um atleticismo fluido que o permite defender guards e alas no perímetro e inteligência para usar seus braços longos a fim de ser disruptivo (1.3 roubo e 0.8 toco per 36).

Como é de se esperar de um novato atuando nos Estados Unidos pela primeira vez, o jovem tem tido como ponto negativo uma inconsistência na tomada de decisões. Com a bola nas mãos boa parte de seus 26.7 minutos por partida, Doumbouya tem forçado algumas infiltrações, aparentando estar um tanto ‘fora de controle’ em alguns momentos (2.7 TO e 1.3 ASTS por jogo).

No cômputo total, porém, o francês tem feito mais do que o suficiente para ganhar chances reais na rotação do time principal do Pistons – especialmente diante das dificuldades da equipe se manter competitiva (11 vitórias e 19 derrotas) em um Leste totalmente aberto.

No pior dos cenários, Doumbouya deverá ganhar oportunidades pós-allstar game, quando – se a equipe continuar na direção que vem caminhando – a direção do Pistons deverá passar a priorizar o desenvolvimento de seus jovens jogadores.

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